Sábado, Agosto 22, 2009 :::
A cultura do incentivo
NÃO HÁ nada de ilegal no fato de a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura ter aprovado um pedido de captação de recursos, por intermédio da Lei Rouanet, apresentado pela empresa do cantor e compositor Gilberto Gil. O Ministério da Cultura não concede diretamente o dinheiro, apenas autoriza empresas interessadas nos projetos a utilizarem parte de seus impostos para bancá-los.
Dois aspectos chamam a atenção no caso, pontuado por algumas ambiguidades. O primeiro refere-se às notórias ligações do beneficiado com o governo Lula, do qual foi ministro da Cultura até julho do ano passado.
Essa proximidade, sem dúvida, faz subsistir uma nota de constrangimento no episódio. Mas artistas os mais variados são com frequência atendidos em pleitos semelhantes, mesmo quando consagrados e bem-sucedidos comercialmente.
E é este o segundo aspecto a ser levado em consideração: leis de incentivo deveriam contemplar a fundo perdido produções e artistas com condições de obter respaldo no mercado? A resposta é não -salvo em casos nos quais o apoio do Estado se converta em claro benefício público.
Hoje, como assinalou o ministro da Cultura, Juca Ferreira, em sabatina da Folha, a lei é permissiva. Não raro, propicia disparates. No caso de Gilberto Gil, a própria mulher, Flora Gil, que administra sua produtora, deixou claro que o recurso às leis de incentivo não seria necessário.
É de esperar que a reformulação da Lei Rouanet, em curso, implemente a ideia de que o Estado deve atrair o investimento privado -e não substituí-lo com doação de verba pública. Esta deve destinar-se a atividades de formação e àquelas que de fato necessitem de amparo.
FONTE: Folha de S. Paulo, 22/08/2009, caderno Opinião, pág. A2.
::: posted by Eduardo Pereira at 20:58
Terça-feira, Setembro 30, 2008 :::
"pediu que o pai fosse lembrado pela filantropia e que os fãs prestassem "homenagens ajudando o próximo""
(Melissa Newman, filha de Paul. Paul Newman, pilotando, ganhou, em 1995, em Daytona, aos 70 anos...)
Paul Newman
O ator, dirigente e ex-piloto Paul Newman morreu neste sábado (27), aos 83 anos.
Newman começou a atuar ainda em peças do colégio e chegou à tradicional escola de atores Actor's Studio, dirigida por Lee Strasberg. Paul já participou de mais de 50 filmes, dentre os principais Gata em Teto de Zinco Quente e O Mercador de Almas, no fim dos anos cinqüenta. A maior bilheteria de sua carreira aconteceu em 1969, com "Butch Cassidy" (Dois Homens e um Destino, título em português), em que atuou ao lado de Robert Redford. No entanto, o Oscar de melhor ator veio, após nove indicações, com "A Cor do Dinheiro", de 1986, que contou com a presença de Tom Cruise.
Além do cinema, o ator comandava uma linha de produtos alimentícios conhecida como "Newman's Own", cujos lucros são doados para a caridade.
o interesse de Newnan pelo automobilismo começou em 1968, durante as filmagens do longa "Winning", no qual ele interpretou um piloto, que disputou as 500 Milhas de Indianápolis. E sua primeira vitória no esporte aconteceu em 1972, em Thompson, com um Lotus Elan. O piloto Paul ainda competiu nas 24 Horas de Daytona, em 1977. E dois anos mais tarde, ao volante de Porsche 935, conquistou um segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans. Seu último triunfo, entretanto, aconteceu em 1995, em Daytona, quando conquistou a vitória na prova de longa duração aos 70 anos.
fonte: http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/
::: posted by Eduardo Pereira at 19:38
Quarta-feira, Janeiro 18, 2006 :::
"Ser uma artista no Brasil, e estar empregada, é uma bênção. Vou pagar todo o meu IPTU atrasado"
(Susy Rêgo, atriz, contratada para atuar na novela Floribella, da Rede Bandeirantes)
::: posted by Eduardo Pereira at 22:35
Quinta-feira, Dezembro 22, 2005 :::
Meus parentes e amigos
Mais um Ano que está indo embora. E agora, o que podemos desejar para o próximo Ano!?
Que as verdadeiras amizades continuem eternas e tenham sempre aquele espaço especial em nossos corações.
Que as lágrimas, mesmo que poucas, sejam compartilhadas.
Que as alegrias estejam sempre presentes e sejam comemoradas por todos.
Que a inocência das nossas crianças e a sabedoria dos nossos velhos, sejam, pelo menos respeitadas.
Que o carinho esteja presente num simples OLÁ, ou em qualquer outra frase, mesmo que digitada rapidamente.
Que os corações estejam sempre abertos para novas amizades, novos amores, novas conquistas.
Que Deus esteja sempre com sua mão estendida, apontando caminhos.
Que as coisas pequenas como a inveja, ciúmes, desamor, sejam banidas de vez das nossas vidas.
Que aquele que necessita de ajuda encontre em nós sempre o conforto, a palavra amiga.
Que a verdade sempre esteja acima de tudo.
Que o perdão e a compreensão superem as mágoas e as desavenças.
Que este nosso pequeno grande mundo seja cada vez mais humano.
Que tudo o que sonhamos seja transformado em realidade.
Que o amor pelo próximo seja nosso meta absoluta.
E que nossa longa jornada nos próximos 365 dias seja repleta de flores.
Um Feliz Natal e um próspero 2006.
de coração
Edu, Sandra, Eduardinho e Gabrielle
PS. Não esqueçam de dizerem "Eu te amo" para as pessoas que amam...
PPS. EU AMO VOCÊS...
::: posted by Eduardo Pereira at 23:08
Terça-feira, Junho 21, 2005 :::
"Uma celebridade é uma pessoa que trabalha duro durante a sua vida para se tornar famosa, e depois usa óculos escuros para evitar ser reconhecida"
(Fred Allen)
::: posted by Eduardo Pereira at 18:56
Quinta-feira, Maio 12, 2005 :::
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 12 de maio de 2005, caderno CADERNO B.
Afável
José Dirceu foi só afago no encontro com artistas, no apê dos cineastas Sérgio Rezende e Marisa Leão, em Ipanema. Barretão, Andrucha Waddington, Chico Buarque e Lulu Santos acharam que pessoalmente o ministro difere muito da imagem sisuda da TV. Entre as reivindicações da classe: que a cultura não fosse tratada como uma entidade separada das prioridades do governo.
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 12 de maio de 2005, caderno CADERNO B.
::: posted by Eduardo Pereira at 19:59
Domingo, Fevereiro 06, 2005 :::
Enquanto o resto do Brasil aguarda ansioso a chegada do carnaval, aqui em Recife não tem nem sombra dessa aflição. O motivo é simples, já começou há muito tempo. De verdade.
Blog do Tas, http://marcelotas.blog.uol.com.br/, 02/02/2005 às 20h15 - Marcelo Tas.
::: posted by Eduardo Pereira at 08:23
Domingo, Outubro 17, 2004 :::
coluna FRASES, publicada na Revista ISTO É, em 20 de outubro de 2004, na edição nº 1828.
¿A grande vantagem do teatro é que eu não preciso me ver¿
Marieta Severo, atriz
coluna FRASES, publicada na Revista ISTO É, em 20 de outubro de 2004, na edição nº 1828.
::: posted by Eduardo Pereira at 16:05
Quinta-feira, Outubro 14, 2004 :::
"O verdadeiro teste de um filme é ver se ele suporta a passagem do tempo."
(Bruce Willis)
::: posted by Eduardo Pereira at 20:34
Domingo, Março 28, 2004 :::
coluna de HILDEGARD ANGEL, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno Rio.
A BIENAL de Dança do Mercosul faz coquetel de lançamento na próxima quarta, no Teatro Municipal de Macaé, apresentando o projeto para artistas, empresários e imprensa. Representantes oficiais do Mercosul em Dança e curadores internacionais da mostra apresentarão o corpo de jurados, que já conta com as confirmações de: Márcia Haydée, Diretora do Ballet de Santiago; Ben Christo, Diretor do African Impressions de Johanesburg; professores do Joffrey Ballet, de Nova York, e representantes de mais 19 países. O concurso reunirá mais de 2 mil bailarinos de todo Brasil e países do Mercosul, no período de 2 a 12 de setembro. As escolas de dança e bailarinos interessados podem entrar em contato através do e-mail: escola@alicearja.com.br...
coluna de HILDEGARD ANGEL, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno Rio.
::: posted by Eduardo Pereira at 09:54
coluna OUTRA FREQUÊNCIA, de Laura Mattos publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 24 de março de 2004, caderno Ilustrada.
A Cultura FM retransmite hoje, às 22h, o documentário "Nelson Freire", sobre o elogiado filme de mesmo título dirigido por João Moreira Salles. É uma produção de uma hora e 30 minutos em que o cineasta conta como foi retratar a vida do famoso pianista. O programa, com direção de Regina Porto, também traz sons originais do longa-metragem. Será reprisado no próximo domingo, às 15h.
coluna OUTRA FREQUÊNCIA, de Laura Mattos publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 24 de março de 2004, caderno Ilustrada.
::: posted by Eduardo Pereira at 09:50
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno "Segundo Caderno".
Agora sim
Os adeptos da frase "Vá ao teatro mas não me convide" têm agora uma alternativa para mudar de idéia. Já é possível ir ao teatro e ficar deitadão vendo a peça, o que, convenhamos, diminui em muito o sofrimento. Ana Kfouri convida para o ensaio aberto este fim de semana, no Porto do Palcos, de ¿Preguiça¿. O público assiste deitado no chão. Os atores se movimentam acima numa estrutura de alumínio e cordas.
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno "Segundo Caderno".
::: posted by Eduardo Pereira at 09:44
Domingo, Fevereiro 29, 2004 :::
ok
::: posted by Eduardo Pereira at 15:14
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004 :::
PS. Se dirigir não beba, se beber não dirija!
Aproveitem bastante, um excelente carnaval!
::: posted by Eduardo Pereira at 06:42
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004 :::
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no "Jornal do Brasil", Rio, no dia 05 de fevereiro de 2004, caderno Rio
Irmã da atriz Jennifer Lopez, a apresentadora da NBC Lynda Lopez virá ao Rio este mês, junto com o diretor americano Terry Jastrow (ganhador de sete Emmys), para rodar o documentário Carnival in Rio - 2004, destacando os aspectos socioeconômicos e culturais da folia carioca.
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no "Jornal do Brasil", Rio, no dia 05 de fevereiro de 2004, caderno Rio
::: posted by Eduardo Pereira at 21:37
Quinta-feira, Janeiro 15, 2004 :::
"Não pinto o que vejo, pinto o que penso"
[Pablo Picasso (1881-1973), pintor espanhol]
::: posted by Eduardo Pereira at 20:49
Domingo, Janeiro 04, 2004 :::
Raízes
"Como já dizia Ecléa Bosi: "Fica o que significa". Numa cidade cosmopolita como a nossa Sampa, buscar raízes é de relevância cultural para nossa identidade como povo. Parabenizo o Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura e a Plamarc pela organização do site www.dicionarioderuas.com.br e a Folha pela publicação da reportagem "Site explica a origem dos nomes de ruas" (Cotidiano, 19/12)."
Paula Pozzi, socióloga (São Paulo, SP)
coluna PAINEL DO LEITOR, publicada no jornal "Folha de São Paulo", 24 de dezembro de 2003, caderno opinião.
::: posted by Eduardo Pereira at 20:48
Domingo, Outubro 19, 2003 :::
Lado A
Paralamas ganha biografia oficialesca
Celso Fonseca
em sempre desfrutar da intimidade do biografado resulta numa boa biografia. Proximidade demais pode desaguar em parcialidade. É o caso de Os paralamas do sucesso ¿ vamo batê lata (editora 34, 338 págs., R$ 39), do veterano jornalista e crítico carioca Jamari França. Livro que exibe, em páginas demais, os defeitos e as qualidades de quem tem passe livre entre os integrantes do trio formado por Herbert Vianna (guitarras e vocal), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria). França não disfarça sua admiração pelos feitos dos três, revistos de maneira superlativa. Às vezes, se movimenta como um católico fervoroso escrevendo sobre o papa.
É bom dizer que Jamari França é do ramo. Há décadas milita com propriedade na imprensa musical, tem fluência e sabe reconhecer boas histórias. Foi testemunha ocular e narra no livro alguns dos momentos dramáticos na vida da banda. É feliz quando rememora passagens pouco conhecidas, entre elas farras juvenis do trio, amplificadas por aditivos vários. Também extrai declarações confessionais de Herbert Vianna sobre a paz afetiva conquistada no casamento com Lucy Needham ¿ falecida mãe de seus três filhos ¿ e sobre a fossa abissal que chafurdou após a separação de Paula Toller, vocalista do Kid Abelha.
Mas poderia ser mais enxuto e se eximir de trazer críticas e mais
críticas publicadas na imprensa sobre cada álbum da banda, em algumas passagens acrescentadas de textos feitos para a divulgação dos discos. Como especialista, França escorrega na tentação de se alongar em minúcias técnicas que parecem destinadas a um engenheiro de som e enfadonhas para quem não é músico. Ele também parece insinuar, sem afirmar, que os críticos cariocas foram bem mais receptivos e abertos
às propostas musicais dos Paralamas do que os paulistas. O autor não esconde que escolheu um lado, o lado A. Deixa a sensação de que
Os Paralamas do Sucesso ganharam um biógrafo oficial e que a história ainda poderá ser recontada por outras fontes que não sejam admiradoras tão próximas do grupo
Revista Isto É, nº 1777, 22/10/2003.
::: posted by Eduardo Pereira at 07:09
Terça-feira, Outubro 14, 2003 :::
"O verdadeiro teste de um filme é ver se ele suporta a passagem do tempo."
(Bruce Willis)
::: posted by Eduardo Pereira at 07:09
Sábado, Agosto 02, 2003 :::
'Grand-jeté'
A brasileira Roberta Marquez, prima-ballerina do Covent Garden de Londres, arrasou em São Petersburgo, sábado, onde dançou o Lago dos Cisnes. Foi aplaudida em cena aberta, no Teatro Mariinsky, por uma platéia que incluia dois patrícios: Regina Martelli e João Elísio Ferraz de Campos.
Jornal do Brasil, Rio, 29 de julho de 2003, caderno Caderno B, coluna de MÁRCIA PELTIER.
::: posted by Eduardo Pereira at 19:06
Leitores, preparem-se
O secretário das Culturas, Ricardo Macieira, reúne-se nos próximos dias com a presidência da Fundação Getúlio Vargas para acertar os detalhes de um de seus grandes sonhos: a cessão ao município do prédio 6 da Rua da Candelária, jóia do estilo eclético do Centro, para abrigar a Biblioteca Central do Rio, num projeto conduzido por Antônio Olinto. Serão seis andares, com uma capacidade inicial para 110 mil livros. Com 4.100m² de área, a Municipal só perderá em gigantismo e qualidade para a Biblioteca Nacional.
O Globo, Rio, 29 de julho de 2003, caderno Rio, coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos.
::: posted by Eduardo Pereira at 19:05
Sábado, Julho 26, 2003 :::
Leitores vão invadir o cais
O projeto de revitalização do Cais do Porto, tocado pelo secretário de Urbanismo, Alfredo Sirkis, deu novos passos. Foi aberta uma licitação para a construção de sete prédios residenciais, com térreo comercial, e iniciada uma parceria que transferirá para um silo de propriedade da Biblioteca Nacional, na altura do armazém dez, todo o setor de periódicos da instituição, o mais visitado do prédio da Cinelândia.
O Globo, Rio, 24 de julho de 2003, caderno Rio, coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos.
::: posted by Eduardo Pereira at 16:27
Quinta-feira, Julho 24, 2003 :::
HORIZONTE O fotógrafo César Barreto é um homem de sorte: montou seu "escritório" em Fernando de Noronha e lá passou dez dias clicando as belezas do arquipélago; ele, que já teve clientes como Abílio Diniz e Edemar Cid Ferreira, está mostrando seu trabalho neste mês, no evento Foto-Rio, na capital fluminense
Folha de São Paulo, 18 de junho de 2003, caderno Ilustrada, coluna de MÔNICA BERGAMO.
bergamo@folhasp.com.br
::: posted by Eduardo Pereira at 02:26
Quarta-feira, Julho 23, 2003 :::
O Rio visto pela água
O fotógrafo Custódio Coimbra é a melhor definição de um lugar-comum que rola nas redações para definir o jornalista tarimbado pela labuta diária: ele já fez de tudo nos jornais pelos quais passou. Há mais de 25 anos na estrada, o homem enfrentou a barra-pesada da época de resistência da imprensa nanica, rodou por outras redações e há 12 anos dá expediente no GLOBO ¿ onde, como se queria demonstrar, fez de tudo cobrindo economia, política, esporte, comportamento, eventos internacionais etc. Apaixonado pelo Rio, registrou imagens da cidade a partir da relação dos cariocas com a água, uma preocupação ambiental e ao mesmo tempo uma opção estética indissociável das belezas naturais do município. O resultado pode ser conferido a partir de hoje, no Solar da Imperatriz, onde ele inaugura a mostra ¿Rio cidade água¿.
O Globo, Rio, 18 de junho de 2003, caderno Rio, coluna PESSOAS, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 06:40
Segunda-feira, Julho 21, 2003 :::
Sapatilhas
Depois das apresentações neste fim de semana no Espaço Sérgio Porto, Regina Sauer e sua companhia, Nós da Dança, encerram a temporada do espetáculo Violência e Paixão para se dedicar ao novo balé, Telas, baseado nas obras dos grandes pintores. O novo trabalho já tem estréia programada para setembro, no Festival Internacional de Miami, que acontece no Jackie Gleason Theatre e reúne grandes bailarinos e companhias de todo o mundo.
Jornal do Brasil, Rio, 21 de julho de 2003, caderno Caderno B, coluna de MÁRCIA PELTIER.
::: posted by Eduardo Pereira at 20:27
Sexta-feira, Julho 18, 2003 :::
De brechó
Ex-solista do Municipal e integrante do Balé de Genebra, Bruno Cezario apresenta, apenas neste fim de semana, no Espaço Sesc, a coreografia Heidi, criada em parceria com o espanhol Antonio Ruiz. Os dois dançam com a bela afro-francesa Karyn Benquet. O trio usa em cena roupas garimpadas em antiquários europeus - uma calça militar de 1880, uma calça dos anos 40 e uma anágua de 1910.
Jornal do Brasil, Rio, 17 de julho de 2003, caderno Caderno B, coluna de MÁRCIA PELTIER.
::: posted by Eduardo Pereira at 07:15
Quinta-feira, Julho 17, 2003 :::
Visita em muito boa hora
Karyn Benquet desembarcou no Rio em plena semana de moda, mas não veio para desfilar. Nascida no Gabão e formada em dança na França, a beldade já integrou o Balé da Ópera de Paris e hoje dá expediente no Balé de Genebra. Mas entre uma temporada e outra troca o palco pelas passarelas e exibe sua graça no mundinho fashion. Nas últimas semanas passou pelo Circuit de Barcelona e o Salon de la Mode de Paris. E em sua primeira visita ao Rio ela exibirá apenas a porção bailarina, apresentando com o brasileiro Bruno Cezario e o espanhol Antonio Ruz ¿ ambos companheiros seus na companhia suíça ¿ a coreografia ¿Heidi¿, criada pelos rapazes. O espetáculo será no próximo fim de semana no Espaço Sesc ¿ e até lá a moça desfila apenas turisticamente pela cidade, onde quer comprar muitos biquinis e conhecer o trabalho da CoopaRoca.
O Globo, Rio, 15 de julho de 2003, caderno Rio, coluna PESSOAS, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 07:02
São João
Julho está sendo mês de São João Gilberto na Europa. Depois dos aplausos em Barcelona, o Sr. Bossa Nova foi um sucesso domingo em Montreux, na Suiça.
Chegou a rir quando um brasileiro gritou da platéia, enquanto afinava o violão: ¿Não faz mal. A gente espera! O Brasil espera!¿
O Globo, Rio, 15 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
::: posted by Eduardo Pereira at 07:01
Bom gosto
O Banco Santos, de Edmar Cid Ferreira, que acaba de patrocinar a grande exposição das esculturas chinesas em Sampa, inaugura hoje, em sua sede paulistana, mais uma mostra de bom gosto: De volta à luz - Fotografias nunca vistas do imperador. Nunca vistas mesmo: ficaram enroladas e protegidas da luz durante 120 anos, preservando a qualidade original.
Jornal do Brasil, Rio, 16 de julho de 2003, caderno Caderno B, coluna de MÁRCIA PELTIER.
::: posted by Eduardo Pereira at 06:53
Sábado, Julho 12, 2003 :::
...Balé...
Visita em muito boa hora
Karyn Benquet desembarcou no Rio em plena semana de moda, mas não veio para desfilar. Nascida no Gabão e formada em dança na França, a beldade já integrou o Balé da Ópera de Paris e hoje dá expediente no Balé de Genebra. Mas entre uma temporada e outra troca o palco pelas passarelas e exibe sua graça no mundinho fashion. Nas últimas semanas passou pelo Circuit de Barcelona e o Salon de la Mode de Paris. E em sua primeira visita ao Rio ela exibirá apenas a porção bailarina, apresentando com o brasileiro Bruno Cezario e o espanhol Antonio Ruz ¿ ambos companheiros seus na companhia suíça ¿ a coreografia ¿Heidi¿, criada pelos rapazes. O espetáculo será no próximo fim de semana no Espaço Sesc ¿ e até lá a moça desfila apenas turisticamente pela cidade, onde quer comprar muitos biquinis e conhecer o trabalho da CoopaRoca.
O Globo, Rio, 12 de julho de 2003, caderno Segundo Caderno, coluna CONTROLE REMOTO, de Patrícia Kogut, kogut@oglobo.com.br .
::: posted by Eduardo Pereira at 14:23
Sexta-feira, Julho 11, 2003 :::
Presente
Dois dias de espetáculos grátis vão festejar, domingo e segunda que vem, os 94 anos do Teatro Municipal.
Das 10h às 19h, três orquestras, o coro e o corpo de baile se revezarão no palco.
Os cariocas merecem.
Jornal do Brasil, Rio, 06 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de RICARDO BOECHAT.
::: posted by Eduardo Pereira at 07:04
Quarta-feira, Julho 09, 2003 :::
Pescado na Rocinha há dois anos para o balé de Maurice Béjart , o jovem William da Silva Pedro - que baixou no Rio para se apresentar com a companhia - tem um compromisso a esperá-lo.
Ele fará uma confraternização com alunos do Projeto Dançar a Vida, da academia Petite Danse, onde foi revelado.
O Globo, Rio, 30 de junho de 2003, caderno Rio, coluna PESSOAS, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 22:40
Sábado, Julho 05, 2003 :::
Depois do sucesso nos EUA, novo animado da Disney, 'Procurando Nemo', estréia no Brasil
Cena de 'Procurando Nemo': filme arrecadou US$ 70 milhões na abertura nos EUA
Os espectadores americanos foram fisgados e não vai ser diferente com os brasileiros. O filme do peixinho, "Procurando Nemo", bateu recordes nos Estados Unidos para um desenho animado e, aqui, pode ser uma pedra no sapato de outras estréias das férias de julho, como "Hulk" e "Didi - O cupido trapalhão". Com lançamento marcado para esta sexta-feira no país, o animado não deixa nada a desejar a filmes como "Monstros S.A" e "Toy Story". Como essas produções, o desenho é mais uma parceria da Walt Disney com a Pixar.
O trunfo para conquistar os fãs de filmes animados é a criação de um mundo subaquático, que, com suas cores brilhantes e mudanças perfeitas de luz, reflete toda aquela aura encantada do fundo do mar. Seja no cenário de um aquário de peixes ou na corrente do oceano, o filme sustenta o tempo todo o ambiente aquático, o que não é nada fácil devido à transparência da água.
O universo mágico do filme quase faz adultos e crianças esquecerem a história. Trata-se da busca de Nemo, um peixe destemido que acaba sendo fisgado por um barco para desespero de Marlin, um pai superprotetor. Ele vai parar em um aquário em Sydney e seu pai enfrenta correntes e perigos até encontrá-lo.
No caminho, Marlin faz vários amigos, entre eles, três engraçados tubarões que freqüentam uma espécie de grupo de ajuda para parar de comer peixinhos. Com direito até a depoimentos como "Oi, eu sou o tubarão. Estou há três dias sem comer peixinhos"!!! A cena do mantra de um dos tubarões repetindo "Peixes são amigos, peixes são amigos" também é de arrancar gargalhadas. No elenco - isto é, dublando os personagens animados em inglês - estão Erica Beck, Albert Brook, Willem Dafoe e Ellen DeGeneres. No Brasil, a dublagem impecável não foi feita por famosos.
"Procurando Nemo" teve a melhor bilheteria de estréia para um desenho animado em todos os tempos. A produção arrecadou US$ 70,6 milhões nas telas dos Estados Unidos no primeiro fim de semana, superando o recorde de "Monstros, S.A.", que fez US$ 62,5 milhões nos três primeiros dias de lançamento em novembro de 2001. Ambas as produções são computações gráficas da empresa Pixar, que trabalha para a Walt Disney desde "Toy Story", de 1995.
Mas "Procurando Nemo" é mais do que um filme. É um termômetro que ajudará a medir a situação da parceria. E avaliar novos rumos. Antes do sucesso da produção, dúvidas pairavam na indústria da animação. A parceira da Disney e da Pixar estava sendo renegociada mas depois do peixinho arrasa-quarteirão o casamento dessas grandes corporações deve completar muitas bodas.
Bianca Kleinpaul - Globo On Line, Quarta-feira, 02/07/2003 - 12h05m
::: posted by Eduardo Pereira at 21:04
Domingo, Junho 29, 2003 :::
"O bailarino é um esportista filosófico: precisa trabalhar o corpo
e ao mesmo tempo entender os problemas que vivemos"
Maurice Béjart, coreógrafo
Revista Isto É, 29 de junho de 2003, Edição nº 1761, coluna Frases.
::: posted by Eduardo Pereira at 13:22
Festa de passos nas ruas dá adeus
Depois de passar dois dias espalhando bailarinos entre pedestres em diferentes partes da cidade, a segunda edição do festival ¿Dança em trânsito¿ se despede prometendo movimentar ainda mais duas áreas de lazer da Zona Sul: a Praia de Copacabana e a Lagoa Rodrigo de Freitas.
As companhias e os seus bailarinos abrem os trabalhos às 11h, na Lagoa, na área dos pedalinhos. Como já aconteceu ali mesmo no ano passado, a idéia é misturar os artistas à paisagem, enquanto famílias, namorados, adolescentes e adultos se divertem na manhã de domingo. Tudo ao mesmo tempo, sem nenhum palco fixo. São sete trabalhos, reunindo companhias cariocas (Dani Lima, Marcia Rubin, Andréa Maciel e Ballet Contemporâneo do Rio) com mineiros (Tran Chan e Dudude Hermann) e estrangeiros (o espanhol Carlos Salas e a francesa Natalie Pernette).
Mais tarde, às 16h, é a vez de outros sete trabalhos tomarem a Praia de Copacabana, na altura da Praça do Lido. O pessoal da Rubens Barbot, por exemplo, dança ¿Iaô¿, em que os homens aparecem vestidos com saias de balé, os tutus. Andréa Maciel volta de novo à cena com ¿Corpo imaterial¿, enquanto a Cia. Carlota Portella/Vacilou Dançou apresenta ¿Olho por olho¿ e o Grupo Tápias interpreta ¿O só é o outro¿. Na lista há ainda trabalhos de Henrique Rodovalho (¿Desvio¿, do Grupo Quasar), Atma Cia. de Dança, Damion Muñoz e Provisional Danza.
O Globo, Rio, 29 de junho de 2003
::: posted by Eduardo Pereira at 11:54
Domingo, Junho 15, 2003 :::
Internacional
As vendas da Globo Internacional cresceram 6% em 2002 em relação ao ano anterior. Foram 52 novelas vendidas para 70 países. ¿O clone¿ foi a sensação ano passado e continua sendo em 2003. Os maiores compradores são: Portugal, Itália, EUA, Venezuela, Espanha, Rússia e Grécia.
A figura na medina
Confira os lançamentos fora: ¿Esperança¿ na Iugoslávia, na Croácia, na República Dominicana e no Uruguai; ¿Laços de família¿ na Grécia, no Equador e na Costa Rica; ¿O clone¿, na Rússia; e ¿Uga uga¿, no Peru.
Entre campeãs
Sucesso como a Edwiges, Carolina Dieckmann está no ranking das campeãs de cartas da Globo. Na ordem vêm Sandy, Flávia Alessandra, Juliana Silveira, Camila Morgado e ela.
O Globo, Rio, 11 de junho de 2003, caderno Segundo Caderno, coluna CONTROLE REMOTO, de Patrícia Kogut.
::: posted by Eduardo Pereira at 10:36
"A fama é pesada: você vira domínio público"
(Marcello Anthony, ator)
Revista Isto É, 19 de junho de 2003, Edição nº 1759, coluna Frases.
::: posted by Eduardo Pereira at 06:10
Sábado, Junho 14, 2003 :::
"A arte é uma mentira que diz a verdade"
(Pablo Picasso )
Rádio CBN, CBN Primeiras Notícias, 09 de junho de 2003, de Reinaldo Gottino.
::: posted by Eduardo Pereira at 16:09
Domingo, Junho 08, 2003 :::
CHAPÉU DE COURO
Os bailarinos da Frankfurt Ballet, que se apresentam em SP hoje e amanhã, já pediram à produção brasileira uma tarde livre em terras cariocas. Eles querem conhecer a feira de São Cristóvão -tradicional reduto de nordestinos do Rio, com barracas que vendem buchada de bode, carne de sol e que tais. O grupo se apresenta no Rio na próxima semana.
Folha de São Paulo, 06 de junho de 2003, caderno Ilustrada, coluna de Mônica Bergamo.
::: posted by Eduardo Pereira at 09:41
Sábado, Junho 07, 2003 :::
'Grand jeté'
A jovem bailarina Roberta Marques embarca semana que vem para Moscou e São Petersburgo, onde dançará com o Bolshoi e o Kirov em turnê de duas semanas. Roberta é a primeira brasileira guest star a dançar O Lago dos Cisnes. Na volta ao Brasil, também dançará o Lago, só que na coreografia de Eugênia Feodórova, no Municipal.
Jornal do Brasil, Rio, 06 de junho de 2003, caderno Caderno B, coluna de Márcia Peltier.
::: posted by Eduardo Pereira at 23:50
A vinda de Paul McCartney ao Rio ainda é um delírio de Cesar Maia , mas as donas da Escola de Dança Petite Danse não perderam tempo.
Ao agradecerem ao prefeito o apoio aos alunos que participaram de um concurso de dança nos EUA, Nelma e Denise Darzi sugeriram que a sua Companhia Brasileira de Ballet faça a abertura do espetáculo.
A trupe tem prontas coreografias inspiradas na obra dos Beatles, que foram apresentadas em 2002 na Uerj.
O Globo, Rio, 06 de junho de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 23:50
Domingo, Maio 25, 2003 :::
O Cirque du Soleil, canadense, tornou-se um exemplo de modernidade na arte circense. Seu site, www.cirquedusoleil.com, é impressionante. Um artista circense o acompanha num tour pela história do circo numa programação de apresentações.
::: posted by Eduardo Pereira at 14:55
Domingo, Maio 18, 2003 :::
Na rede
Pela primeira vez no Brasil, uma ópera será representada em três ambientes distintos, com transmissão integral pela internet.
Os Palhaços, de Ruggiero Leoncavallo, será encenada dia 25, às 20h, numa igreja, num teatro e numa praça, em Manaus.
As imagens estarão em www.bibliotecamultimidia.com.br.
Jornal do Brasil, Rio, 18 de maio de 2003, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
::: posted by Eduardo Pereira at 15:55
Geração saúde
Um dos maiores ícones cariocas vai virar filme. A vida de Paulo Carneiro Lopes, o famoso Pepê, campeão de surfe e asa-delta morto há 12 anos - e que dá nome ao pedaço mais badalado da Barra da Tijuca, a Praia do Pepê -, será contada no cinema. O projeto é da turma da produtora Dueto, da cineasta Monique Gardenberg, e ainda está em fase embrionária. Público é que não vai faltar.
Revista Época, Edição nº 261, 19 de maio de 02, Coluna Joyce Pascowitch.
::: posted by Eduardo Pereira at 15:11
Pulo-do-gato
O acrobata Roberto Guimarães: salto duplo
Pelo menos para o carioca Roberto Monteiro Guimarães, o Bebel, que mora em Vigário Geral e não tem sequer telefone, a vida está dando certo: ele foi um dos escolhidos para se juntar à equipe do Cirque du Soleil - a companhia mais famosa do mundo - , em Las Vegas. Currículo o rapaz tem: ele fazia parte da Escola Nacional de Circo e ficou seis anos no Afro Reggae, projeto cultural que tem entre seus padrinhos Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de ser a menina-dos-olhos de Paula Lavigne, que costuma cuidar pessoalmente dos rapazes. Bebel já está de malas prontas: vai antes a Montreal, no Canadá, sede do Cirque du Soleil, onde ficará seis meses. 'Sempre achei que alguma coisa boa fosse me acontecer', diz. Belo salto, garoto!
Revista Época, Edição nº 261, 19 de maio de 02, Coluna Joyce Pascowitch.
::: posted by Eduardo Pereira at 14:49
"A tevê confere visibilidade, o teatro, prestígio"
Murilo Rosa, ator
Revista Isto É, 21 de maio de 2003, Edição nº 1755, coluna Frases.
::: posted by Eduardo Pereira at 14:36
Sábado, Maio 17, 2003 :::
O grande dia do bailarino
Bailarino que se divide entre o corpo de baile do Municipal e o grupo de dança D.C., Rodrigo Negri terá amanhã o seu grande dia no teatro da Cinelândia: com a segunda companhia, ele levará pela primeira vez ao palco da casa uma coreografia de sua autoria. ¿La valse¿, sobre a música de Maurice Ravel , foi criada especialmente para o D.C. apresentar no Festival Ravel, a terceira atração da série Concertos Matinais, da Orquestra Petrobras Pró-Música. Além do prazer de estrear como coreógrafo no Municipal, Negri terá pela primeira vez uma coreografia sua acompanhada ao vivo por uma orquestra e receberá aplausos em dobro, pois estará em cena também como bailarino.
O Globo, Rio, 17 de maio de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 17:03
Domingo, Maio 11, 2003 :::
ADALGISA COLOMBO É pé-quente! Jurada do concurso Elite Model Latina 2003, que aconteceu no feriadão, a bordo do luxuoso Voyager of the Seas, ela deu sorte para Carine Buzetti Lobo, 16 aninhos, de Rondônia, que levou o título de Mais Bela da América Latina. O périplo foi pelas águas transparentes de Cozumel , no México, onde nossa miss Brasil 1958 viajava com o marido, Flávio Teruszkin, e João Ricardo Coelho, que está escrevendo um livro sobre como os famosos se comportam quando são turistas.
O Globo, Rio, 6 de maio de 2003, caderno Segundo Caderno, Hildegard Angel
::: posted by Eduardo Pereira at 18:49
A coluna aplaude de pé Cacá Diegues por denunciar a tentativa do governo de intervenção política e ideológica na criação artística. Mas acha que o cineasta exagera ao dizer que as regras do PT na cultura lembram a ditadura. Ditadura é ditadura.
O Globo, Rio, xx de maio de 2003, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
::: posted by Eduardo Pereira at 18:48
Quarta-feira, Março 12, 2003 :::
Fim de gestação
Prestes a ser pai pela terceira vez ¿ o nascimento de João, seu filho com Maria Ribeiro, está previsto para 15 de março ¿ Paulo Betti finalmente começará a rodar ¿Cafundó¿, em 1 de junho. O filme, uma co-direção dele e de Clóvis Bueno, é sobre a trajetória do ex-escravo João de Camargo, que viveu 84 anos (1858 a 1942). Paulo envolveu-se tanto com a história do personagem que aderiu à religião dele, um sincretismo afro-brasileiro.
O Globo, Rio, 27 de fevereiro de 2003, caderno Segundo Caderno, coluna Controle Remoto, de Patrícia Kogut.
::: posted by Eduardo Pereira at 00:19
Sexta-feira, Março 07, 2003 :::
Coordenadora do projeto Dançando Para Não Dançar, a bailarina Thereza Aguilar colheu novos frutos com o programa que desenvolve em comunidades carentes do Rio.
Mais 15 alunos do seu curso de dança foram aprovados na Escola Maria Olenewa.
Em oito anos, o projeto teve 73 alunos aprovados.
O Globo, Rio, 06 de março de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 01:02
No domingo de carnaval fui assistir novamente a ¿Deus é brasileiro¿. Desta vez, já escolada pela primeira experiência, fiquei repetindo com os meus botões imaginários: ¿Não vou chorar, não vou chorar, não vou chorar¿ Adiantou? Que nada! No final, lá estava eu pagando mico no cinema, de novo comovida com aquela associação de palavras, música e imagens -¿ e de novo pensando em que ponto da minha cabeça ou do meu coração bateu o filme, de onde vem ou onde está essa química que fez com que eu e tantos espectadores tenhamos deixado o cinema em estado de graça, enquanto outros, no mesmo dia e horário, nas mesmas condições climáticas e geográficas, tenham saído reclamando disso ou daquilo, obviamente intocados pelo que haviam visto. Fiquei com vontade de pegar os insatisfeitos todos, um por um, e levar para tomar um café comigo no Clipper ali do lado, só para ver se descobria como é possível uma tal diferença de sintonia entre as gentes. Assim, tipo... um estudo antropológico, sabem como é? Então.
O Globo, Rio, 06 de março de 2003, caderno Segundo Caderno, parte da coluna Cora Rónai.
::: posted by Eduardo Pereira at 01:00
Segunda-feira, Março 03, 2003 :::
...PAZ...
A dança contra a guerra
A coreógrafa Lia Rodrigues vai dar um passo ambicioso nos Estados Unidos, de resultados imprevisíveis. Com o espetáculo ¿Aquilo de que somos feitos¿, que estréia esta semana uma temporada de cinco apresentações no Walker Art Center de Minneapolis e quatro na Dorsh Gallery de Miami, ela levará ao coração do país um grito de protesto contra a guerra do presidente George W. Bush . Os sete bailarinos da companhia farão exibições nas quais temas como a paz, a globalização e os direitos humanos darão a tônica. Uma provocação pacifista, bem ao estilo do espetáculo, que estreou no Rio em julho de 2000 e em cada país onde foi apresentado incluiu polêmicas mensagens com temáticas locais.
O Globo, Rio, 03 de março de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 02:00
Quinta-feira, Fevereiro 27, 2003 :::
Portador de paralisia dá aulas de dança
KÁTIA FERRAZ
FREE-LANCE PARA A FOLHA
O bailarino Marcos Abranches, 25 anos Ele nasceu com paralisia cerebral e até pouco tempo atrás não conseguia levantar da cama sozinho. Hoje, Marcos Abranches, 25 anos, apesar de se movimentar com dificuldade e de nunca ter imaginado que um dia pudesse se tornar bailarino profissional, faz parte de dois grupos de balé e foi convidado para ministrar uma oficina de dança para outros portadores de paralisia. O curso, inédito, vai acontecer a partir de abril na Oficina Cultural Oswald de Andrade, da Secretaria de Estado de Cultura.
"A dança mudou a minha vida e recuperou minha auto-estima. Quero poder passar essa experiência a outras pessoas para que elas, assim como eu, possam encontrar o seu caminho", afirma.
No palco, Abranches é estagiário da companhia FAR-15, do coreógrafo Sandro Borelli, com quem iniciou sua carreira há três anos. Ao mesmo tempo em que participa dos ensaios do próximo espetáculo do FAR-15, baseado no livro "O Processo", de Franz Kafka, o bailarino está na reta final para a estréia de "João/Maria", espetáculo do grupo de balé profissional P.U.L.T.S (Por um Mundo tão Sonhado).
Para Sandro Borelli, o talento e a determinação do jovem foram fundamentais para que ele ingressasse no grupo. "Nunca tratei o Marcos como um deficiente, muito pelo contrário, exijo dele tanto quanto dos outros integrantes." A mãe de Abranches, Eliety Abranches, diz que nunca havia imaginado que a dança pudesse mudar tanto a vida de seu filho. "Ele desenvolveu a coordenação motora e tornou-se mais desinibido; sinto um brilho em seu olhar", comenta. Nesta entrevista, o bailarino fala do desenvolvimento de sua carreira e da expectativa em relação à oficina de dança.
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"Descobri que a deficiência não é um obstáculo. Há pessoas que têm preconceito, mas não ligo, eu sou o que sou e tenho o meu espaço. Cada um veio ao mundo para viver, para cumprir o que Deus colocou no caminho. No meu caso, Ele colocou a dança"
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Folha - Como você descobriu sua veia artística?
Marcos Abranches - Gostava de assistir a apresentações de dança, a algumas performances, e, nessas ocasiões, vinha algo de dentro de mim questionando por que eu não poderia estar naquele palco. Comecei um curso de dança na Estação Especial da Lapa [que oferece atividades para portadores de deficiência] e fui começando a me descobrir. Até que um dia vi uma apresentação do Sandro Borelli no Teatro Mars, em São Paulo. Ele estava preparando o espetáculo "O Senhor dos Anjos", baseado na obra do poeta Augusto dos Anjos. Fizemos um contato rápido, e ele me telefonou pedindo para eu gravar uma poesia para o espetáculo. Comecei a frequentar os ensaios diariamente como espectador e me empolgava a cada dia. As pessoas do grupo me receberam muito bem, e eu já me sentia um integrante. Até que fiz um teste e fui aceito como estagiário. Tive uma alegria que nunca havia experimentado em toda a minha vida. Não sei nem descrever como me senti quando estreamos no SESC, há dois anos e meio, de tão bom que foi. Até a crítica fez excelentes comentários.
Folha - Como a dança modificou a sua vida?
Abranches - A dança se tornou uma fisioterapia; vem me ajudando na minha postura e na minha coordenação motora e me fez acreditar em um mundo melhor. A dança virou uma rotina. Descobri que a deficiência não é um obstáculo. Há pessoas que têm preconceito, mas não ligo, eu sou o que sou e tenho o meu espaço. Cada um veio ao mundo para viver, para cumprir o que Deus colocou no caminho. No meu caso, Ele colocou a dança.
Folha - Como é o seu trabalho no P.U.L.T.S e no FAR-15?
Abranches - O P.U.L.T.S (Por um Lugar tão Sonhado) é um grupo de dança independente, no qual estou há cinco meses; agora, estamos finalizando o espetáculo "Maria/João", que tem coreografia de Jorge Garcia e Marcelo Bucoff. O FAR-15 é o grupo do Sandro Borelli, onde estou estudando há quase três anos. Sou estagiário, e o Sandro tem me incentivado muito. Ele não me trata diferente de ninguém e é bastante exigente, o que acaba sendo ótimo. Tenho consciência de que preciso me aprimorar bastante.
Folha - Como surgiu a oficina de dança para portadores de paralisia cerebral? Qual a sua expectativa?
Abranches - Fui procurado pela direção da Oficina Cultural Oswald de Andrade para realizar esse trabalho e estou bastante ansioso. Os portadores de deficiência costumam ser fechados, muito tímidos. Tenho certeza de que, com a dança, eles serão capazes de deixar de lado a timidez, de se tornarem pessoas abertas, como aconteceu comigo. Minha expectativa é a de poder compartilhar tudo o que venho desenvolvendo. Quero ajudar as pessoas que têm a mesma deficiência que eu a adquirir noção corporal, a ter mais contato com outras pessoas e, quem sabe, até a se interessarem em continuar dançando. A oficina não tem o objetivo de ser profissionalizante, mas pode ser um início. O que acho legal é que vou dividir o ensino com a bailarina e fisioterapeuta Larissa Miwakouma, também do grupo P.U.L.T.S, que poderá estimular bastante a parte de coordenação motora.
Folha - Você pretende avançar ainda mais na carreira de bailarino?
Abranches - Quero me tornar um coreógrafo. Sei que ainda estou no início, por isso tenho que me dedicar e me aprimorar bastante. Não tenho pressa. Agora que descobri o meu caminho, sei que tenho todo o tempo do mundo.
Folha de São Paulo, quinta-feira, 27 de fevereiro de 2003, caderno Equilíbrio, coluna firme e forte.
::: posted by Eduardo Pereira at 17:56
Quarta-feira, Fevereiro 26, 2003 :::
...PEACE...
::: posted by Eduardo Pereira at 02:05
Terça-feira, Fevereiro 25, 2003 :::
Mais um passo na carreira
Onipresente no cinema, na TV e nas revistas como o ator da hora, Matheus Natchergaele está botando os pés em nova frente de trabalho. Ele vai estrear como coreógrafo na série Solos de Dança, do Espaço Sesc, desenhando um espetáculo sob medida para o amigo André Vidal . Além do bailarino, a peça ¿Gema¿ deve mostrar no palco a inusitada figuração de 1.500 pintinhos. É uma idéia do ator-coreógrafo que depende, no entanto, de uma autorização oficial para liberar a presença dos animais em cena. Matheus será o único novato no programa do Sesc, no qual se apresentarão oito bailarinos e oitos coreógrafos que nunca trabalharam juntos. A série estréia no próximo dia 13.
O Globo, Rio, 25 de fevereiro de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 14:02
Sábado, Fevereiro 22, 2003 :::
...PAZ...
::: posted by Eduardo Pereira at 00:48
Sexta-feira, Fevereiro 21, 2003 :::
Niemeyer na Bahia
O prefeito de Salvador, Antônio Imbassahy, se encontrou com Oscar Niemeyer, no sábado. Conversaram sobre a construção de um museu ou memorial, na capital baiana. A idéia que empolgou o mestre da arquitetura foi a de uma construção perto do mar, que seja uma homenagem e ao mesmo tempo reparação com relação às populações marginalizadas: uma obra voltada para a cultura afro-brasileira, que é a base da sociedade no Brasil.
Jornal do Brasil, Rio, 21 de fevereiro de 2003, caderno Caderno B, coluna de Márcia Peltier.
::: posted by Eduardo Pereira at 13:55
ARTES PLÁSTICAS
Museu recebe série completa de desenhos de 1956 inspirados no "Dom Quixote"
"Favoritos" de Portinari ganham visibilidade
Em entrevista à Folha, em 1997, Maria Portinari, viúva do pintor brasileiro, não hesitou em responder uma pergunta. Dos tantos e tantos trabalhos do artista, quais eram os que ele mais apreciava? "A série "Dom Quixote'", disse.
Companheira do artista por décadas, dona Maria, hoje com 92 anos, se referia aos 21 desenhos que Cândido Portinari (1903-1962) fez em 1956 inspirado no romance de Miguel de Cervantes (1547-1616).
Pouco acessível aos olhares paulistanos, sediada no museu Chácara do Céu, no Rio, a série desses "favoritos" portinarianos começa hoje uma temporada em SP. Os 21 trabalhos originais quixotescos estão na mostra "Dom Quixote - Portinari", que o Museu de Arte Contemporânea da USP recebe de hoje até 30 de março.
Feitos em lápis de cor, desses usados pela molecada escolar, os traços têm importante papel na trajetória do artista de Brodósqui (SP), que tem seu centenário comemorado este ano.
Portinari morreu em 1962, vítima de intoxicação com as tintas óleo, com as quais fez a maior parte das suas mais de 5.000 obras. "Dom Quixote", que o pintor realizou depois de palpite do editor José Olympio, marca a tentativa do artista de continuar criando depois de saber que estava contaminado.
"Considero a série "Dom Quixote" como um auto-retrato do artista, uma representação dos seus embates, seja com os críticos, que na época cobravam dele uma arte geométrica abstrata, seja com a doença, que ele descobrira há pouco", opina Elza Ajzenberg, diretora do MAC-USP, que afirma que Portinari tinha "carinho especialíssimo" pela série.
Não era o único. Os traços inspiraram Carlos Drummond de Andrade. O poeta fez 21 textos ("expostos" no MAC) para "ilustrar" os desenhos, conjunto editado em 73 no livro "D. Quixote - Cervantes, Portinari e Drummond".
DOM QUIXOTE - PORTINARI. Quando: hoje, a partir de 18h30; ter. a sex., das 10h às 19h; sáb. e dom., das 10h às 16h; até 30/3. Onde: Museu de Arte Contemporânea da USP (r. da Reitoria, 160, Cidade Universitária, tel. 0/xx/11/ 3091-3327). Quanto: entrada franca.
Folha de São Paulo, 20 de fevereiro de 2003, caderno Ilustrada, CASSIANO ELEK MACHADO, DA REPORTAGEM LOCAL .
::: posted by Eduardo Pereira at 10:05
Quarta-feira, Fevereiro 19, 2003 :::
Teatro
Míriam Freeland, a Beatriz de ¿Esperança¿, fará ¿O diário de Anne Frank¿ no teatro, dirigida por Jorge Saad.
O Globo, Rio, 16 de fevereiro de 2003, caderno Segundo Caderno, coluna Controle Remoto, de Patrícia Kogut.
::: posted by Eduardo Pereira at 15:00
Domingo, Fevereiro 09, 2003 :::
Sem preconceito contra o nu
Uma voz insuspeita desafina o coral formado por ilustres figuras que, em nome da tradição, criticam o excesso de nudez nos desfiles das escolas de samba. Do alto de seus 56 anos de bons serviços prestados ao samba e à avenida, dona Ivone Lara sentencia: nada contra a exibição de belos e despidos corpos na passarela. Ela mesma admite que desfilaria nua, se a idade permitisse. ¿Eu sairia como uma dessas modelos, pintando o diabo. Elas fazem bem ao carnaval, porque tornam a festa muito mais bonita¿, diz a primeira-dama do Império Serrano no programa ¿Curiosidades do carnaval¿, uma série de três módulos semanais que a GloboNews estréia hoje às 11 da noite.
O Globo, Rio de Fevereiro, 09 de fevereiro de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 21:55
Sábado, Fevereiro 08, 2003 :::
Número um
Raquel Steglish, aluna da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, fará estágio profissional de um ano na companhia de balé russa.
Ela se apresentará nos espetáculos do grupo, não só em Moscou, como nas turnês.
É a primeira pupila da escola, instalada há três anos em Joinville, a ter esta oportunidade.
Jornal do Brasil, Rio de Fevereiro, 08 de fevereiro de 2003, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
::: posted by Eduardo Pereira at 17:30
Na onda dos revivals no Maracanãzinho, Beth Carvalho também terá sua vez de voltar ao passado.
Hoje, no encerramento do festival Fábrica do Samba, a cantora emplacará ¿Andança¿ durante seu show.
Foi a música que a lançou para a fama, há 35 anos, no Festival Internacional da Canção.
O Globo, Rio de Fevereiro, 08 de fevereiro de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 16:36
Terça-feira, Janeiro 28, 2003 :::
Camaradas!
A sede do PCB no velho sobrado de número 50 da Rua das Marrecas, no Centro do Rio, virou, acredite, uma termas.
Travaram-se ali algumas batalhas políticas importantes. Agora, na Termas Castellus, os embates são outros.
O Globo, Rio, 28 de janeiro de 2003, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
::: posted by Eduardo Pereira at 22:17
Sábado, Janeiro 25, 2003 :::
Está no Rio o professor finlandês Olli Reijonen , que veio atrás de subsídios para fechar o trabalho que lhe dará o grau de PhD.
Ele estuda música e dança brasileiras na Universidade de Helsinque, e ficará por aqui até o carnaval registrando os diversos estilos das baterias de nossas escolas de samba.
Olli fundou a primeira escola de samba de seu país, a Império do Papagaio, em 1989.
O Globo, Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 01:53
Quinta-feira, Janeiro 23, 2003 :::
Fernando Spencer , um dos papas do movimento super-8 que agitou o cinema amador de Recife nas décadas de 70 e 80, será homenageado no Rio.
Ele ganhará uma retrospectiva de sua obra na 2 Mostra de Filme Livre, que ocupará o CCBB de 4 a 16 de fevereiro.
Entre outras pérolas, estão no programa ¿Estrelas de celulóide¿ e ¿História de amor em 16 quadros por segundo¿.
O Globo, Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 13:58
Casa Dona Zica
O prefeito Cesar Maia vai homenagear a memória de Dona Zica.
Ontem, ele decidiu tombar a casa onde ela morava na Mangueira. O imóvel fará parte do patrimônio da cultura popular do Rio.
O Globo, Rio, 23 de janeiro de 2003, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
::: posted by Eduardo Pereira at 13:58
Picasso
Carlos Alberto Parreira fará, na próxima terça, uma vernissage na galeria Brito, na rua Oscar Freire, em SP. Será a primeira vez que colocará seus quadros à venda para o público. O técnico da seleção, cujo hobby é a pintura, levará 12 telas à exposição -as outras 12 são de Romero Brito. "Pintei especialmente marinas e casarios."
Folha de São Paulo, 22 de janeiro de 2003, caderno Esporte, coluna Painel FC.
::: posted by Eduardo Pereira at 13:50
Nem todos
Não são todas as sapatilhas que estão em rebelião no Teatro Municipal. Muitos bailarinos não só aprovam a indicação de Richard Cragun como gostam da figura.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 2003, caderno Caderno B, coluna de Márcia Peltier.
::: posted by Eduardo Pereira at 13:49
Quarta-feira, Janeiro 22, 2003 :::
Romeu é alto, bronzeado e bonitão
Estrela do American Ballet Theatre, o brasileiro Marcelo Gomes está na capa da edição de fevereiro da revista ¿The Advocate¿, a bíblia dos gays moderninhos americanos. O título, ¿Romeu é gay¿, já dá o tom de uma reportagem que começa com três palavras em português: ¿Alto, bronzeado e bonitão¿ ¿ e em seguida lista os equivalentes em inglês para as três características que saltam aos olhos quando se está diante do carioca de 23 anos, a primeira estrela do balé mundial a posar para a capa da revista. Na entrevista, Marcelo diz que o balé para os homens ainda é tabu no Brasil, e que ser gay nada tem a ver com ser bailarino, embora ele seja gay e bailarino. A revista chega às bancas no começo de fevereiro.
O Globo, Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 02:01
Africanos na Sapucaí
O carnavalesco Milton Cunha teve uma bela surpresa esta semana.
Soube que o escritor Milton Guran trará para o desfile da Unidos da Tijuca o Chachá VIII, Mito Honoré Feliciano Julião de Souza.
Trata-se do mais importante membro dos agudás - descendentes de escravos que voltaram para a África, levando as tradições da Bahia.
Esse povo é o tema do enredo da escola. O Chachá vem do Golfo do Benim, na Libéria, com mais 100 pessoas.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 21 de janeiro de 2003, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
::: posted by Eduardo Pereira at 00:49
Sapatilhas revoltadas
Estão em clima de ebulição as coxias do Teatro Municipal: insatisfeitos com a designação de Richard Cragun para dirigir a companhia, os bailarinos comandam movimento pela volta de Dalal Achcar. Alegam que Cragun é um excelente bailarino, mas não tem jogo de cintura para lidar com o pessoal. E temem que se repita o que aconteceu com Jean-Yves Lormeau, na gestão Emílio Khalil, que conseguiu a proeza de se incompatibilizar com todo o corpo de baile.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 21 de janeiro de 2003, caderno Caderno B, coluna de Márcia Peltier.
::: posted by Eduardo Pereira at 00:49
Quarta-feira, Janeiro 08, 2003 :::
Parceira da pianista Lilian Barretto em ¿Três momentos do amor¿, que estreou ontem na Maison de France, Ana Botafogo levou uma contribuição de família para o espetáculo.
Ela incluiu um poema da tia Margarida Botafogo , publicado há 15 anos no livro ¿Treze poemas do dia e da noite¿.
O Globo, Rio de Janeiro, 08 de janeiro de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 15:03
Segunda-feira, Janeiro 06, 2003 :::
Nos passos da bailarina que fez escola
O Globo, 6/1/2003, de Luciana Brum.
A voz no comando dos movimentos das jovens bailarinas não é mais a dela. Tampouco as mãos que corrigem a postura ou os braços e as pernas numa determinada posição. No entanto, Slava Goulenko está mais presente do que nunca em academias de dança da Ilha. A tradição do balé clássico no lugar é mantida por três de suas ex-alunas ¿ Hortência Mollo, Patrícia Marques e Patrícia Gonzalez ¿ atualmente à frente de suas próprias academias. As duas primeiras seguiram seus próprios caminhos e a última assumiu a escola de Slava.
Hortência Mollo é a mais antiga. Aluna de uma das primeiras turmas de Slava, ela abriu há 18 anos sua própria escola. Antes de se dedicar ao ensino, Hortência fez parte, por 13 anos, do corpo de baile do Teatro Municipal. Também professora na escola de dança Dalal Achcar, Hortência vê a influência de Slava como fundamental na sua escolha pela profissão.
¿ Tenho muito a agradecer. Ela sempre me deu muito apoio ¿ conta Hortência.
A trajetória de Patrícia Marques é diferente. Ela não se profissionalizou e chegou inclusive a largar as sapatilhas e se formar arquiteta. Mas até mesmo a escolha do curso universitário é relacionada à dança.
¿ A coreografia sempre foi minha paixão. Acho que escolhi o curso de arquitetura porque também é uma atividade relacionada com a distribuição de corpos no espaço ¿ diz ela.
O lado coreógrafa falou mais alto e, em 1989, ela se associou a Patrícia Almeida e Marguerita Ferraro no Grupo Cultural de Dança-Ilha ¿ academia que herdou o nome da escola de Slava:
¿ Todas fomos formadas por ela. Slava é a principal responsável pela tradição do balé na Ilha.
A mestra já fez escola até no Mato Grosso do Sul. Há quatro anos, Patrícia Almeida deixou a sociedade para fundar uma outra academia na capital do estado, Campo Grande, com a irmã, Beatriz Almeida, que voltava ao Brasil depois de 20 anos no Balé Sttutgart, na Alemanha.
A intenção de Slava era transformá-la numa bailarina profissional. Um casamento precoce, porém, atrapalhou os planos da antiga professora, mas nem assim ela desistiu da pupila Patrícia Gonzalez. Aluna de Slava aos 8 anos, professora aos 16, Patrícia hoje é dona da Escola de Dança Slava Goulenko, que funciona no prédio da antiga academia.
¿ Dona Slava garante que enquanto ela for viva, a academia não sai dali. A não ser que eu queira sair, ela costuma dizer ¿ conta a ex--aluna.
Enquanto nas outras academias a antiga professora é apenas uma influência, na de Patrícia ela está de corpo presente. Anualmente, a antiga mestra comparece à apresentação de fim de ano e não se furta a dar palpites no trabalho da escola.
¿ Ela não gosta de homenagens, mas eu faço questão de que uma aluna lhe entregue flores ao fim de cada espetáculo ¿ revela Patrícia.
Slava permaneceu à frente da academia até 1997. A pressão dos filhos, preocupados com o desgaste causado pelas constantes preocupações, levou-a a abandonar as salas de aula. Slava propôs a Patrícia a venda da academia para que ela, então professora, ficasse à frente da escola.
A preferência pela ex-aluna é antiga. Desde os primeiros passos de Patrícia no balé clássico, Slava mostrou carinho especial por ela, manifestado em pequenos gestos. A professora conta que nunca comprou um par de sapatilhas. Todos os pares que calçou foram presentes de Slava.
A antiga professora já esteve no caminho de muitos bailarinos do Teatro Municipal, que, ainda quando faziam testes, pediam a ela aulas particulares.
¿ Nos festivais de que participo, a Ilha é conhecida como um bairro pequeno que tem as melhores academias do Rio ¿ conta, orgulhosa, Patrícia.
Já que ninguém duvida que a boa reputação é herança deixada por Slava, as ex-pupilas trabalham agora para provar que o talento no manejo do corpo é uma tradição.
Novos talentos estão sendo lapidados
As professoras também já formam nomes de destaque do balé. Felipe Antunes e Pilar Giraldo começaram a dançar juntos há dez anos no Grupo Cultural de Dança- Ilha e hoje dão expediente no corpo jovem do Teatro Municipal. Os dois bailarinos não têm dúvidas de qual o próximo passo da carreira: querem partir para a companhia do Municipal.
Enquanto o casal quer partir para a companhia adulta, Karen Mesquita, de 12 anos, e Mariana Larsperg, de 13, já preparam as sapatilhas para os testes do corpo jovem. As duas também são alunas de Patrícia Marques e abocanharam prêmios em todos os festivais dos quais participaram em 2002. Hortência Mollo formou a primeira bailarina do Balé de Boston, Pollyanna Ribeiro, e hoje aposta no trio Gisele Silva, Fabiana Monteiro e Amanda Mollo, sua filha. As três foram premiadas no último Festival do Mercosul.
::: posted by Eduardo Pereira at 14:43
Domingo, Janeiro 05, 2003 :::
Coração e sapatilhas no Rio
A coreógrafa americana Lorraine Spiegler é autora do currículo integrado ¿Dance with words¿, que as escolas de Washington DC e o departamento de Educação do governo americano adotam há 12 anos. Também já esteve à frente de um projeto educativo no Ballet de Washington e dirige uma série no Kennedy Center. Mas outra dança ¿ do coração ¿ a fez baixar por aqui para ficar: ela se casou com o escritor brasileiro Angelo Serillo (um dos indicados para o Prêmio Jabuti 2002). E quem ganha o dote é o Rio, com a instalação na cidade de Lorraine e seu talento ¿ que já pode ser conferido a partir de quinta-feira no Teatro Cacilda Becker, quando a companhia DeAnima apresenta os oito trabalhos finais da residência coreográfica que promoveu ano passado. Uma das coreografias é a de Lorraine, ¿Corações sonhando no escuro¿, que ela escreveu sobre um tema minimalista de Philip Glass .
O Globo, Rio de Janeiro, 5 de janeiro de 2003, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 00:43
Domingo, Dezembro 22, 2002 :::
O número que ficou marcado
Bono Vox e Dave Stewart deram forma a uma canção em homenagem a Nelson Mandela , e vão apresentá-la em público pela primeira vez dia 2 de fevereiro na África do Sul, num concerto que arrecadará fundos para o combate à Aids no país. A música tem por título ¿48.864¿, que era o número de preso de Mandela. E o palco do show será a antiga prisão da Ilha de Robben onde ele passou 20 dos 27 anos que viveu encarcerado.
O Globo, Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2202, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 03:04
Sexta-feira, Dezembro 20, 2002 :::
...além das notícias dos EUA que são plantadas no nosso país, porque não plantam esse ato de Steven Spielberg em prol da história e do patrimônio de NOSSA cultura, isto é, porque não resgatamos nossos bens ...
O guardião da história do cinema
Steven Spielberg voltou a encarnar o salvador da pátria hollywoodiana e comprou o Oscar de Bette Davis em ¿Perigosa¿, que ia a leilão: pagou US$ 207 mil. Ano passado ele arrematou por US$ 578 mil o troféu que a atriz recebeu por ¿Jezebel¿, e em 96 deu US$ 607 mil pelo Oscar de Clark Gable em ¿Aconteceu naquela noite¿. Spielberg doou todas as estatuetas à Academia.
O Globo, Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 01:37
Quinta-feira, Dezembro 19, 2002 :::
Histórica
Uma obra de arte brasileira de valor inestimável, a moeda da coroação de D. Pedro I, é o destaque da exposição As Moedas Contam a História, que será inaugurada hoje, no Museu Histórico Nacional, no Centro. Encomendada por D. Pedro I, em 1822, para comemorar sua coroação como imperador do Brasil, a moeda foi reprovada pelo monarca e não entrou em circulação. Na peça, cunhada em ouro, está seu busto com a coroa de louros, mas sem a farda, motivo que desagradou ao imperador.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 2002, caderno Caderno B, coluna de Márcia Peltier.
::: posted by Eduardo Pereira at 17:00
Ele volta a pensar em briga
A falta de ofertas melhores de trabalho fez Sylvester Stallone retomar os planos de rodar o sexto episódio de ¿Rocky¿. Tempos atrás o ator chegou a dizer que estava velho demais para o papel. Mas o interesse dos estúdios MGM no projeto de um filme de baixo custo fez com que ele voltasse a trabalhar na idéia. O próprio Stallone deu forma ao roteiro: Rocky Balboa é um cinquentão que dirige um abrigo de garotos, e suspende provisoriamente a aposentadoria para encarar um último desafio no ringue.
O Globo, Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 16:54
Domingo, Dezembro 15, 2002 :::
Patrimônio
Com missa na Catedral, concerto-surpresa e baile na casa da família, Petrópolis festeja, hoje, os 90 anos de Mariuccia Iacovino.
Maior amiga de Villa-Lobos, ela é a violinista mais idosa do mundo.
Em plena atividade.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 2002, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
::: posted by Eduardo Pereira at 08:15
Sábado, Dezembro 14, 2002 :::
Uma bailarina rumo ao topo
Se 2002 foi o ano de Roberta Márquez no Municipal, está feita a aposta na revelação da próxima temporada: Márcia Jacqueline , uma beldade de 20 anos que arrancou rasgados elogios de Natalia Makarova nas montagens de ¿La bayadère¿ e ¿Lago dos cisnes¿. A ascensão de Roberta, aliás, intensificou-se depois das lantejoulas atiradas pela coreógrafa russa. Márcia é de Campo Grande, entrou para a Escola de Dança Maria Olenewa aos 9 anos e aos 14 já estagiava no Municipal. Pois ainda neste fim de temporada ela assumirá o seu primeiro papel principal, dançando ¿A bela adormecida¿ amanhã e no próximo sábado ao lado de André Valadão . Um feliz 2003 para ela!
O Globo, Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 17:08
Sexta-feira, Dezembro 13, 2002 :::
Está flanando pelo Rio o bailarino Eugênio Brodbeck Neto , que desde 97 roda o mundo apresentando-se com companhias de butô - entre as quais Yumiko Yoshioda e Anzu Furukawa, da Alemanha, e Akira Kasai e Setsuko Yamada, do Japão.
Veio para ensinar um pouco da dança pós-moderna japonesa na Escola Angel Vianna.
E aceitou convite do RioArte para dançar quarta-feira no Sérgio Porto ¿Fossil man¿, espetáculo que apresentou no Dansteatern de Estocolmo.
O Globo, Rio de Janeiro, 13/12/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 15:04
Diretor do Centro de Investigação e Criação do Atheneu de Barcelona, Edilson Plá exibe hoje no MIS imagens raras que ele captou em 1978.
Os passos da legendária criadora do Jongo da Serrinha, Vovó Joana , personagem de um documentário que registra a tradicional dança criada pelos negros.
O Globo, Rio de Janeiro, 13/12/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 15:03
Barroco em som estéreo
Ainda saboreando os elogios que lhe sapecou a crítica alemã, por conta de uma recente apresentação em que estreou a sua versão do balé ¿Petrouchka¿, de Stravinsky , o maestro brasileiro Ricardo Rocha volta a dar expediente no Rio. E à frente de um dos grupos que mais gosta de reger: a Cia. Bachiana Brasileira, fundada por ele em 1999 com tanta inovação na apresentação do coro que poucos acreditavam que vingaria. Os sopranos, contraltos, tenores e baixos são dispostos em quartetos em vez de separados por naipes, o que provoca um fascinante efeito de som estéreo. Para despedir-se de 2002 ¿ que representou em seu currículo muitas páginas a mais ¿ o maestro reúne amanhã na Sala Cecília Meireles o coro e a orquestra da companhia com o ¿Grande concerto barroco¿, desfiando um repertório de músicas em vários idiomas, inclusive o latim.
O Globo, Rio de Janeiro, 13/12/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 15:03
Quinta-feira, Dezembro 12, 2002 :::
Quem mais merecia a honra?
Convocado diretamente pela princesa Caroline , o coreógrafo Richard Cragun embarcou para Mônaco com uma incumbência da maior responsabilidade ¿ e de um extremo prazer também: caberá a ele, sábado, fazer as honras da casa a Márcia Haydée no encerramento do Fórum de Dança de Mônaco, que este ano elegeu a bailarina brasileira como grande homenageada do evento, por sua bela carreira. O tributo não é pouca coisa, já que Márcia merecerá na noite de gala uma apresentação especial do Ballet de Montecarlo, com coreografias especialmente criadas para a ocasião por Jean-Christophe Maillot . Ao fim da função, Cragun entregará um troféu àquela que foi sua partner no palco por 34 anos.
O Globo, Rio de Janeiro, 12/12/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 16:06
Domingo, Dezembro 08, 2002 :::
Bingo!
A governadora Bené e o secretário Antônio Grassi lançam na terça-feira, no Palácio Guanabara, a Loteria da Cultura, cuja arrecadação será destinada à atividade cultural no Estado. A iniciativa, inédita no Brasil, foi inspirada em modelos americanos e europeus que trazem recursos para o setor cultural através de concursos lotéricos. A previsão de arrecadação da nova loteria representa um valor cinco vezes superior ao atual orçamento da Secretaria de Cultura.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 08/12/2002, caderno Caderno B, coluna de Márcia Peltier.
::: posted by Eduardo Pereira at 00:49
...Já foi, mas vale publicar pelo fato em si...
DANÇA
Escola faz apresentações de fim de ano como parte das comemorações do aniversário de abertura da filial brasileira
Bolshoi inicia celebrações dos 3 anos no país
Desde quarta-feira passada até ontem, estiveram em Joinville, para as avaliações e encerramento do ano da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, seu patrono fundador Vladimir Vasiliev e a bailarina Ekaterina Maximova. Vasiliev, que foi primeiro solista e diretor artístico do Teatro Bolshoi de Moscou, hoje é coreógrafo. Segundo ele, "não há uma escola como essa nem na Rússia" -frase consensual, cujo sentido, positivo ou negativo, tem gerado debates desde a inauguração em 2000.
As instalações são impressionantes: 11 salas de balé, 12 estúdios individuais de piano, biblioteca, acesso à internet e outras comodidades, onde estudam cerca de 300 alunos (80% bolsistas) e trabalham 58 funcionários - incluindo os 17 professores de dança, entre russos, ucranianos e brasileiros. Os alunos têm aulas de balé, piano, história da dança e da arte, entre outras matérias. Quem for aprovado até o fim, cumprirá oito anos de formação, com uma carga horária de três horas e meia por dia. A cada ano há uma apresentação final para o público. Este ano será o "2002 com Arte".
A escola nasceu de um acordo entre os diretores do Teatro de Moscou, o então prefeito de Joinville, hoje governador eleito Luiz Henrique da Silveira, o empresário João Prestes e sua mulher, a professora de dança Jô Braska Negrão. Sem fins lucrativos, atrai uma verba anual de cerca de R$ 3,5 milhões.
Depois de três anos, os resultados são contundentes. Não se pode esquecer da dança, mas é até possível deixá-la de lado, conversando com meninos que se vêem elevados a uma nova dignidade na escola. Como diz a professora Eugenia Feodorova, "é preciso que seja construído um mundo cultural dentro do ser humano". Para ela, o padrão da escola pode significar, também, uma mudança para melhor na condição profissional dos bailarinos no país. Vasiliev completa: "Nós juntos "criamos" as tradições".
Há quem se pergunte o sentido de montar aqui uma escola de dança clássica, no modelo russo. Para o professor Flavio Sampaio, "não precisamos inventar a roda: o método Vaganova tem alto padrão de qualidade". Aprender a organizar o corpo nesse modelo teria de vir antes de qualquer experimentação.
Que os meninos e meninas estão "organizados" é o mínimo que se pode dizer. E não expressa o espírito do lugar, onde as tradicionais reverências, no corredor, se misturam com alguma irreverência. Não é Moscou. Também não parece Joinville (ou o que se espera de uma pequena cidade industrial do Sul). A escola vai de vento em popa e já tem planos de expansão, numa nova sede, com projeto doado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Antes disso, deve se formar a primeira turma de bailarinos. É cedo, portanto, para medir o significado real da escola. Mas não é cedo para ver a excelência do trabalho feito -que só faz ressaltar, pelo contraste, a escassez de projetos dessa envergadura para a dança no Brasil.
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A jornalista Inês Bogéa viajou a convite da Escola do Teatro Bolshoi
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BOLSHOI - 2002 COM ARTE. Quando: dias 5 e 7, às 19h30; dias 8 e 9, às 16h30 e às 19h30. Onde: Centreventos Cau Hansen (dia 5) e teatro Juarez Machado (dia 7); ambos na av. José Vieira, 315, Joinville, SC, 0/xx/47/ 433-2190). Quanto: os ingressos podem ser trocados por alimentos não perecíveis ou um brinquedo. Patrocinador: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
Folha de São Paulo, 03 de dezembro de 2002, caderno Ilustrada, INÊS BOGÉA, CRÍTICA DA FOLHA .
::: posted by Eduardo Pereira at 00:32
Sábado, Dezembro 07, 2002 :::
Viva Portinari!
FH assinou decreto instituindo 2003 o Ano Nacional Cândido Portinari em comemoração ao centenário de nascimento do pintor.
O Globo, Rio, 07 de Dezembro de 2002, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
::: posted by Eduardo Pereira at 17:12
Sexta-feira, Dezembro 06, 2002 :::
Sofisticado gesto
Quarta-feira, a Prefeitura do Rio e a Secretaria das Culturas, através do Rioarte, lançará no Espaço Sergio Porto, às 20h, a revista ¿Gesto¿, dedicada ao corpo e à dança contemporânea. Primeira do gênero no país, a sofisticada publicação criada pelo Centro Coreográfico do Rio contará com colaboradores brasileiros e estrangeiros e terá 76 páginas. Ano que vem, o centro, dirigido por Regina Miranda, inaugurará sua sede na Tijuca.
O Globo, Rio de Janeiro, 30/11/2002, caderno Prosa & Verso, coluna no Prelo, de Cecília Costa e Rachel Bertol.
::: posted by Eduardo Pereira at 14:38
Balé na praça
Ana Botafogo, primeira-bailarina do Teatro Municipal, vai se apresentar ao ar livre, na Cinelândia, dia 20, ao lado de 300 crianças e jovens de favelas como Cantagalo, Mangueira e Rocinha, alunos do Projeto Dançando para Não Dançar, que faz oito anos.
O espetáculo é uma versão especial de Coppélia.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 06/12/2002, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
::: posted by Eduardo Pereira at 00:45
Quinta-feira, Dezembro 05, 2002 :::
Os sons divinos da harpa
A harpista Cristina Braga já andou com seu instrumento pelos mais nobres palcos do país. Agora, mostrará seu virtuosismo em espaços sagrados: a convite do cravista Roberto de Regina , ela se apresentará em igrejas da cidade, dando o tom do projeto Natal da Coca-Cola, que tem o apoio da Prefeitura. Acompanhada pelos sopranos Carol Mc Davit e Nadja Daltro Bertini , e pelo contrabaixista Ricardo Medeiros , Cristina tocará canções natalinas de vários povos. A maratona começa domingo, pela Igreja de São Paulo Apóstolo, em Copacabana.
O Globo, Rio de Janeiro, 05/12/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 16:56
Quarta-feira, Dezembro 04, 2002 :::
os Beatles e o balé clássico
A professora de dança Nelma Darzi juntará no fim de semana duas paixões ¿ os Beatles e o balé clássico.
Ela dirigirá no Teatro da Uerj o espetáculo ¿Beatles forever¿, com músicas do quarteto e coreografias de alunos da escola Petite Danse.
O Globo, Rio de Janeiro, 04/12/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 14:00
Segunda-feira, Dezembro 02, 2002 :::
MÚSICA
João Carlos Martins, que hoje toca apenas com a mão esquerda, lança três álbuns
A saga do pianista
O pianista João Carlos Martins se comprova, cada dia mais, um sobrevivente. Há uma epopéia entre a gravação de "João Carlos Martins Interpreta Haydn e Mozart", em 2000, e seu lançamento apenas nesta semana.
Quando gravou, havia acabado de seccionar um nervo da mão direita, para estancar uma dor provocada por espasmos. Em pouco tempo perderia o controle dos movimentos da mão direita. Era a última chance -e ele aproveitou. E se tornou depois um incansável pianista de mão esquerda.
"Falaram tanto de mim quando estive ligado à política, mas sou o único pianista que ficou com a esquerda no Brasil, não é?", declara, ironizando as batalhas judiciais que enfrentou após trocar o piano pela política, com Paulo Maluf, e virar o pivô do caso Paubrasil -empresa acusada de arrecadação irregular para campanhas.
Já em 2002, mais dificuldades: descobriu um tumor na mão esquerda que, benigno, foi retirado.
Em 2003, João Carlos Martins faz o primeiro concerto no Brasil depois de 18 anos, para o Hospital do Câncer Amaral Carvalho, em Jaú (SP). Também realizará, na FMU, trabalho de integração da cultura com o sistema educacional universitário. Abaixo, ele relata o que chama de sua saga.
Folha - Até que ponto é possível ser pianista com uma mão?
João Carlos Martins - A gente tem facilidade de se adaptar. Como já houve casos de pianistas que perderam a mão direita, existe repertório para a esquerda, mas é pequeno. Meu primeiro CD assim saiu em 2001. Mas estou pegando obras famosas e adaptando para a esquerda para gravá-las.
Neste ano, estava num concerto na China e pensei a frase para a minha vida com a mão esquerda quando vi o spalla tocando: tenho que me sentir a pessoa mais feliz do mundo, sou um violinista tocando piano. Violinista toca com uma mão, com a outra movimenta o arco. Saí realizado. Hoje sento ao piano e acho que foi feito para o pianista de uma mão. É o jogo do contente, da Poliana, que acabei fazendo comigo.
Folha - Os CDs que você lança agora são anteriores a isso?
Martins - Sim. Gravei toda a obra de Bach, em 21 CDs. Foi lançada no mundo inteiro, mas não no Brasil. A gravadora começou agora a lançá-los aqui. Paralelamente, outra gravadora lança nesta semana um disco inédito meu, que só sai nos EUA em abril. Fiz após a operação que cortou o nervo. Quando voltei da anestesia, os médicos avisaram que em 30 dias eu estaria liquidado, que a atrofia ia aparecer aos poucos. Gravei antes disso, é o último trabalho que fiz com as duas mãos.
Folha - O que houve com sua mão?
Martins - Costumo me chamar de trem-fantasma, em cada curva é um susto. Em 50 anos me afastei do piano em duas ocasiões. Na primeira, em 67, estava jogando futebol e entrou uma pedra no braço que lesou o nervo cubital. Parei sete anos. Resolvi voltar, treinei até dez horas por dia. E marquei concerto no Carnegie Hall, em Nova York. Passei a fazer menos concertos e comecei a gravar Bach, porque durante as gravações você pode descansar.
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Artista fala de acidentes que atrapalharam sua carreira e do envolvimento com a política
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Folha - E a segunda interrupção?
Martins - Sem notar eu fui mudando a minha posição natural. Quando vi, estava com LER (lesão por esforço repetitivo). Parei mais sete anos, havia gravado só metade. Fui para o lado oposto, acabei na política. Deu no que deu.
Dentro do meu carma, já havia conseguido recuperar e voltado a Bach quando, em 95, na Bulgária, fui assaltado e levei uma coronhada. Tive uma lesão cerebral, fiquei com o lado direito do corpo imobilizado. Fui recuperando movimentos e um ano depois estava novamente no Carnegie Hall.
Mas cada palavra que falava me provocava um espasmo. Uma dor brutal. Decidi que preferia ficar um ou dois anos deitado, sem contato social com ninguém, mas acabaria a gravação completa da obra de Bach para teclado. Acabei em 98 e aí a junta médica cortou o nervo. Resolvi então dar concertos só com a mão esquerda. Fiz a primeira turnê agora, na China.
Folha - Que avaliação você faz da situação da música erudita no país?
Martins - Ah, existem talentos. O país terá a honra de ver o regente-assistente da Osesp como assistente do titular da Filarmônica de Nova York. É totalmente inédito. O fato de a Osesp ter atingido o nível que atingiu permitiu trazer um regente como Ira Levin para a Orquestra Sinfônica Municipal. Mas, se compararmos a Osesp com a orquestra de Birmingham ou de Chicago, ainda há um longo caminho a percorrer. O Brasil é um país de fenômenos individuais, temos que passar a ter uma mentalidade coletiva.
Folha - É possível esperar isso do governo do PT?
Martins - A esquerda sempre esteve mais envolvida com as coisas da cultura. Na teoria, a esquerda tem as melhores idéias, mas gasta meses de consulta para botá-las em prática. O governo Lula vai ter oportunidade de ser o melhor para a cultura no país, desde que não perca tempo na teoria.
Folha - Em que pé estão os seus processos na Justiça?
Martins - Tive uma vitória em 96 no Supremo, por sete a zero, e todos os processos correlatos ao da Paubrasil foram se extinguindo. Dos US$ 19 milhões arrecadados, apenas US$ 25 mil não foram comprovados como despesas, porque não consegui encontrar os recibos. Se eu pudesse voltar no tempo, não entraria na política. No meio do processo, tinha vergonha de sair para a rua. A única chance que tenho é vencer na música, no meu ofício. Hoje, se perder a mão esquerda, vou ficar na música, em conferências, aulas.
Folha - Perder a mão esquerda?
Martins - Tudo é possível. Para ver minha saga, voltei da China e descobri que tinha um tumor na mão esquerda. Tirei, era benigno.
Folha - Que sequelas a questão política deixou no pianista?
Martins - Quando você vê que seu nome não está na "Ilustrada", mas no outro caderno, é porque alguma coisa está errada na sua vida. No exterior não me afetou, sou respeitado, mas aqui foram anos para voltar a me respeitarem ao menos como artista.
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JOÃO CARLOS MARTINS - "Bach for Christmas" e "Bach-Chopin" (com Arthur Moreira Lima). Lançamentos: Tratore. "João Carlos Martins Interpreta Haydn e Mozart". Lançamento: Atração. Quanto: R$ 27, em média, cada CD.
Folha de São Paulo, 02 de dezembro de 2002, caderno Ilustrada, PEDRO ALEXANDRE SANCHES, DA REPORTAGEM LOCAL.
::: posted by Eduardo Pereira at 22:30
No dia mundial da luta contra a Aids, Ana Botafogo deu sua cota à causa ontem em São Paulo, dançando num espetáculo em benefício de uma entidade de pesquisas da doença.
De lá, a bailarina vai a Curitiba, onde quarta-feira dança o ¿Quebra-Nozes¿.
O Globo, Rio de Janeiro, 02/12/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 21:46
Segunda-feira, Novembro 25, 2002 :::
NOVAS MÃOS
A Agência Nacional do Cinema fez esta semana as primeiras autorizações para uso de dinheiro público (leis Rouanet e do Audiovisual) na produção de longas-metragens -tarefa que até o mês passado pertencia ao Ministério da Cultura.
BOAS MÃOS
O primeiro título autorizado a captar (R$ 1,28 milhão) é "Filme de Amor", de Julio Bressane. Também foram aprovados o projeto paulista "Minha Vida de Goleiro" (R$ 2,8 mi) e o pernambucano "Deserto Feliz" (R$ 1,6 mi).
OITO MÃOS
A Ancine resolveu que a análise e a aprovação dos projetos de produção e co-produção de filmes será feita em conjunto pelos seus quatro diretores. Apenas em casos de "urgência justificada", dois diretores poderão decidir por todos.
OPÇÃO
A prefeita Marta Suplicy tem até dia 6 para sancionar ou não o projeto de lei que cria a Fundação Cecim (Centro de Cinema de São Paulo), similar da distribuidora Riofilme.
Folha de São Paulo, 22/11/2002, caderno Ilustrada, coluna Copião, de Silvana Arantes.
::: posted by Eduardo Pereira at 00:54
Domingo, Novembro 24, 2002 :::
Viva a música!
Depois de Kati Almeida Braga, que já incomoda as multinacionais do disco com o selo Biscoito Fino, agora é Oswaldo Vidal, ex-executivo da PolyGram e da Sony, quem peita as graúdas.
Didi, como é conhecido no ramo, atirou longe o paletó e fundou o selo Click Cultural. A exemplo de Kati, vai apostar na boa música brasileira. Salve ele!
O Globo, Rio, 24 de Novembro de 2002, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
::: posted by Eduardo Pereira at 20:33
Boa música volta
O Free Jazz não morreu. Considerado lá fora um dos três maiores eventos musicais do mundo, o festival, praticamente, fechou com outro patrocinador.
A Souza Cruz desistiu do patrocínio depois da lei que proíbe propaganda de cigarros.
Sabe de uma coisa?
Melhor assim. Músico é um bom vício. Já o cigarro mata.
O Globo, Rio, 24 de Novembro de 2002, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
::: posted by Eduardo Pereira at 20:31
Quarta-feira, Novembro 20, 2002 :::
Sapatilhas
O trabalho da coreógrafa Andrea Jabor surtiu tanto interesse durante sua participação no Festival de Dança Arthus, na Dinamarca, que nasceu uma parceria. O resultado é o espetáculo Sala de estar, que reunirá, de amanhã a domingo, no Teatro Cacilda Becker, bailarinos e coreógrafos brasileiros e estrangeiros em espetáculos cuja base é a improvisação.
Dois bailarinos europeus que participarão do espetáculo, o dinamarquês Tim Feldam e a tcheca Lenka Flory, já estão no Brasil.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 20/11/2002, caderno ¿Caderno B¿, coluna de Márcia Peltier.
::: posted by Eduardo Pereira at 17:09
Sexta-feira, Novembro 15, 2002 :::
"Et, voilà!", tem violino nas rodas de choro
Quem entra no Bar Semente, na Lapa, ou passa diante do quiosque árabe, na Lagoa Rodrigo de Freitas, pode achar estranho ouvir um violino fazendo às vezes de um bandolim ou de um cavaquinho em clássicos de Pixinguinha, Waldir Azevedo e outros. Estranhamento também é o sentimento experimentado por quem ouve o francês Nicolas Krassik, o dono do instrumento, confessar em seu português fluente que há pouco mais de um ano ele não conhecia mais do que dois ou três choros. Mas, para o músico de formação clássica, de 32 anos, que estudou por 14 anos no Conservatório Nacional de Aubervilliers, na França, e se encantou pelo improviso e pela criatividade do jazz -acompanhou por dois anos ninguém menos que o pianista Michel Petrucciani - tudo relacionado ao choro e ao Rio de Janeiro é absolutamente natural e certo. Hoje ele toca no Espaço Cultural Constituição, no Centro.
Enquanto seus colegas do jazz sonhavam com os Estados Unidos, Krassik rumou para o Brasil. Dois anos antes ele havia sido convidado a fazer, para um festival de free jazz, na Alemanha, um arranjo para "Vou vivendo", de Pixinguinha, músico homenageado do evento, e encantou-se com o que descobriu.
- Nem eu nem o maestro que me convidou para o festival tínhamos ouvido falar de Pixinguinha. Ele me deu umas dez partituras e desde então a música brasileira virou a minha obsessão.
Da mesma forma que o improviso do jazz foi o caminho encontrado para se livrar da rigidez do conservatório, o choro significou a liberdade de expressão e o modo de viver com que o músico sonhava:
- O jazz me deu a visão do que eu queria fazer. Mas a música brasileira era a que me fazia ter vontade de tocar onde eu estivesse - conta. - Em contraposição ao lado sério do jazz, era o meu lado de liberdade.
Apesar de Pixinguinha ter sido o canal, e o choro, o caminho escolhido, o violinista faz questão de ressaltar que acompanhar Michel Petrucciani - instrumentista prodígio, que morreu em 1999, aos 36 anos - com quem gravou o CD "Marvellous", em 1994, foi uma das experiências mais impressionantes que teve.
- O Petrucciani estava precisando de um violino para um quarteto de cordas que estava montando e acabei indicado pelo Didier Lockwood, com quem eu trabalhava. Viajei muito com ele durante dois anos - lembra. - A gente fazia o papel de orquestra mesmo, improvisávamos muito pouco, mas estar no palco vendo ele tocar todo dia já era o suficiente. Eu ficava escutando tudo, o ritmo, a harmonia, o fraseado dele...
Para Nicolas, é como se o trabalho com o pianista tivesse aberto portas para que ele pudesse entender, anos depois, os caminhos do choro.
Morando em um apartamento com vista para a Baía de Guanabara na aprazível Rua Bernardino Santos, em Santa Teresa, Nicolas do Violino, como é tratado carinhosamente nas rodas de samba e choro da cidade, já se julga um cidadão carioca. A paixão pela música faz com que ele troque um bom dia de praia pelos estudos. Mas a mania de transitar entre os redutos de música empunhando seu instrumento já lhe rendeu convites invejáveis.
O encontro fortuito com Yamandú no Semente se estendeu por outras apresentações e, numa delas, foi convidado para gravar no disco do veterano sambista Argemiro do Patrocínio, produzido por Marisa Monte. Antes disso já havia participado da faixa "Luz negra", do disco de Beth Carvalho em homenagem a Nelson Cavaquinho. Há três semanas ele realizou o sonho de ser chamado para gravar uma participação no novo disco do Época de Ouro:
- As coisas estão acontecendo muito rapidamente. Em pouco tempo já toquei e sou amigo de todos os músicos que sonhava em conhecer - diz.
Encantado com a cidade, a reclamação dele é a mesma de qualquer carioca:
- Não penso em sair daqui de forma alguma. Já peguei até as minhas coisas que estavam em Paris. Mas a violência aqui é muito presente.
NICOLAS KRASSIK Sex, às 20h. Espaço Cultural Constituição. Rua da Constituição nº 34 - Centro / Couvert: R$ 10,00 / Capacidade: 150 pessoas. Reservas: 2242-3102
O Globo, Rio de Janeiro, 15/11/2002, caderno cultura, João Pimentel.
::: posted by Eduardo Pereira at 11:28
Quinta-feira, Novembro 14, 2002 :::
Violinista gaúcho que anda arrebatando elogios nos EUA, onde vive, Cármelo de los Santos mostrará hoje no Rio que as lantejoulas são merecidas.
Ele foi convocado pela Orquestra Petrobras Pró-Música para a série O Artista Brasileiro, na Sala Cecília Meireles, e solará o ¿Concerto trípice em dó maior para violino, piano, cello e orquestra¿, de Beethoven .
MÚSICA: A violonista Márcia Taborda se apresenta hoje no Espaço Cultural Constituição.
O Globo, Rio de Janeiro, 09/11/2002, coluna Pessoas, de Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 12:10
Um mito do violino
na SalaEscalado para um recital domingo na Sala Cecília Meireles, ao lado do pianista Alessandro Specchi , o violinista italiano Uto Ughi chegará aqui com duas preciosidades: um violino Guarnieri de Gesú de 1744 e um Stradivarius de 1701. Os instrumentos que ele toca dão idéia de sua importância no cenário musical internacional: Ughi já integrou a Concertgebouw de Amsterdã, as sinfônicas de Boston e Washington e a Filarmônica de Nova York, entre outras orquestras, sob a batuta de feras como Zubin Mehta , Kurt Masur , Mstislav Rostropovich e Colin Davis . E, pregando a função social da música, criou o festival ¿Homenagem a Veneza¿, chamando a atenção para os monumentos históricos da cidade e arrecadando fundos para restaurá-los.
O Globo, Rio de Janeiro, 09/11/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, de Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 12:09
Segunda-feira, Novembro 11, 2002 :::
Balé
Talento lapidado na ilha
Há sete meses fazendo estágio no Balé Nacional de Cuba, a bailarina Márcia Freire desembarca amanhã no Rio para um período de férias - que se iniciará com trabalho pesado já na quarta-feira: aluna do projeto "Dançando para não dançar", a moradora do Pavão-Pavãozinho se juntará aos velhos companheiros para ensaiar a parte que lhe cabe no espetáculo de fim de ano do grupo. A jovem dançará uma suíte de "Coppélia" ao lado das primeiras bailarinas do Municipal Ana Botafogo e Norma Pinna , num palco de 180 metros quadrados que será montado na Cinelândia. No espetáculo do dia 20 de dezembro, não somente seus professores do "Dançando para não dançar", mas também os fãs, poderão conferir o que ela aprendeu com os mestres cubanos. No começo de 2003, Márcia volta a Havana para completar sua formação.
O Globo, Rio de Janeiro, 09/11/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, de Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 23:32
Cultura
Nove entre dez sapatilhas dão como certa a volta de Dalal Achcar à direção-geral do Teatro Municipal no governo de Rosinha Matheus.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 10/11/2002, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
::: posted by Eduardo Pereira at 00:41
Quarta-feira, Novembro 06, 2002 :::
Requisitada
Débora Colker e sua companhia de dança estréiam, em fevereiro, no famoso Teatro Komische Oper, em Berlim, uma remontagem de Casa.
O espetáculo, criado pela coreógrafa em 1999, é baseado nos acontecimentos da vida doméstica.
O convite foi feito após o sucesso das apresentações do grupo, semana passada, no Festival Bite, em Londres e em Hamburgo.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 06/11/2002, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
::: posted by Eduardo Pereira at 01:01
Segunda-feira, Novembro 04, 2002 :::
Esquecimento
A data passou em branco. No sábado, Dia de Finados, o Rio deveria comemorar o centenário de nascimento de Laura Alvim, a mulher que brigou para construir a casa de cultura que leva seu nome, em Ipanema.
Lá existe um altar de muertos , forma mexicana de celebrar seus mortos. Mas está dedicado a Garrincha e a um jogador mexicano. Nenhuma menção a Laura Alvim. Uma pena.
Viva Oiticica!
Parte do acervo de Hélio Oiticica vai para Houston, no Texas, passar por uma restauração. Lá, a obra do genial artista plástico, falecido em 1980, será catalogada.
É trabalho para dez anos. Também se planeja autenticar cada peça do acervo. Obras em mãos de particulares também deverão ter esta autenticação.
O Globo, Rio de Janeiro, 04/11/2002, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
::: posted by Eduardo Pereira at 00:08
Domingo, Novembro 03, 2002 :::
Em foco
Mário Cohen, ex-diretor da Globo, abrirá uma galeria de fotos no Edifício Chopin, onde mora.
Ele é um dos maiores colecionadores de fotografias do Rio.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 03/11/2002, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
::: posted by Eduardo Pereira at 09:48
Sábado, Outubro 26, 2002 :::
Os novos vôos da garotada
Rendeu frutos aos bailarinos Alcione Silva Araújo e Alex Augusto Monteiro sua atuação no espetáculo ¿Clip-se!¿, da Cia Étnica de Dança e Teatro. Os pupilos da coreógrafa Carmen Luz foram escolhidos pelo inglês Gary Stevens para participar da performance ¿And¿, que ele apresentará mês que vem no Centro Hélio Oiticica durante o Panorama RioArte de Dança. Os dois dividirão o palco com outros bailarinos, atores e artistas plásticos escolhidos num teste semana passada. No que será uma jornada dupla para Alcione e Alex: na ocasião, eles já terão reestreado ¿Clip-se!¿ no Teatro Villa-Lobos, e se dividirão entre as performances com o inglês e a temporada do bonito espetáculo de Carmen Luz com os talentosos bailarinos do Morro do Andaraí.
O Globo, 26/10/02, coluna Pessoas.
::: posted by Eduardo Pereira at 04:08
Quinta-feira, Outubro 24, 2002 :::
"Estudo Nu", obra de Tarsila do Amaral na mostra que entra em cartaz, hoje, no MAM de São Paulo
::: posted by Eduardo Pereira at 20:04
Quinta-feira, Outubro 17, 2002 :::
Kylie Minogue deve ser filha de John Travolta e Olivia Newton John em "Grease 3"
Reuters - A cantora Kylie Minogue, que irá escrever sua autobiografia
A cantora australiana Kylie Minogue deverá fazer o papel da filha de Olivia Newton John e John Travolta no filme "Grease 3", informou o site PeopleNews nesta quarta (16).
O filme é a segunda continuação de "Grease" (1978), que trazia Travolta e Olivia como os protagonistas Danny e Sandy.
De acordo com o site, a cantora teen Holly Valance havia sido cogitada para o papel, mas os produtores preferiram Minogue pois ela teria apelo para um público maior.
O último papel de Minogue no cinema foi o de uma fada, em "Moulin Rouge", em 2001.
Já está confirmada a participação de John Travolta e Olivia Newton John em "Grease 3". Os dois não participaram de "Grease 2" (1982).
UOL Música, 16/10/2002 - 18h55
::: posted by Eduardo Pereira at 13:40
Domingo, Outubro 13, 2002 :::
Morre o maestro Ray Conniff
Morreu hoje, aos 85 anos, em conseqüência de um derrame, o maestro americano Ray Conniff.
GloboNews TV, Sábado, 12/10/2002 - 20h32m
::: posted by Eduardo Pereira at 22:39
Sábado, Outubro 12, 2002 :::
Especial: Seis anos sem Renato Russo
foto de Renato Russo em show da banda Legião Urbana no Ibirapuera (17/6/94)
Nesta sexta-feira (11), fez seis anos que morreu o cantor e compositor Renato Russo, vítima de complicações de saúde ocasionadas pela Aids. O músico, que ficou conhecido à frente da banda Legião Urbana, tinha 36 anos.
Em entrevista a estação UOL Música, no quarto aniversário da morte de Russo, o cantor Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial -que passou a adolescência com Renato em Brasília- e o jornalista Arthur Dapieve, autor da biografia "Renato Russo - O Trovador Solitário", falaram sobre a importância do músico.
Na opinião de Dapieve, o rock nacional "não tem mais uma consciência crítica" como a de Russo.
Leia abaixo entrevista com Dinho Ouro Preto e Arthur Dapieve, concedidas separadamente por telefone:
Que falta faz Renato Russo hoje?
Arthur Dapieve: Ele faz falta porque a gente não tem mais uma consciência crítica como a dele. Ele juntava a situação do país com o que acontecia na cabeça das pessoas. Falta alguém que faça essa ponte entre a história (do país) e as histórias das pessoas.
Dinho Ouro Preto: Pessoalmente faz uma falta enorme, ele era um grande amigo, na época que o conheci ainda se chamava Renato Manfredini. Às vezes vejo o que se construiu nos anos 80, a infra-estrutura industrial para o rock brasileiro, e acho que a gente talvez tenha perdido nosso líder, o cara mais talentoso. Enquanto a Legião Urbana estava produzindo, a gente tinha um cara que encarava qualquer pessoa de outro nicho, como o Roberto Carlos, por exemplo. Ficamos órfãos. Não que o rock nacional vá mal, mas não temos mais a figura incontestável de Renato Russo.
Do que você mais se lembra de Renato Russo?
Dapieve: Para escrever o livro, ouvi bastante as fitas das entrevistas que fiz com ele ao longo de sua carreira e o que me tocou positivamente foi o fato de que ele era uma pessoa engraçada, com senso de humor. Ele fazia imitações de cantores dos anos 80, empostando a voz, de cantores mineiros, com sotaque e falsete. Isso me surpreendeu porque a imagem que passavam dele era a do poeta atormentado, um sujeito tristonho, o que não correspondia exatamente à verdade.
(continua)
UOL Música, 11/10/2002, 20h06.
::: posted by Eduardo Pereira at 16:34
Dança inspirada no poeta
A coreógrafa Suely Machado foi buscar no centenário de Carlos Drummond de Andrade a inspiração para seu mais novo trabalho. A partir do próximo dia 18, o grupo de Belo Horizonte 1 Ato, que ela dirige, dançará o espetáculo ¿Sem lugar¿, que Suely criou a convite de Pedro Drummond , neto do poeta.
¿ Não tive a pretensão de retratar a vida dele. A poesia foi a inspiração para cada bailarino criar seus gestos e trazer à tona elementos da infância ¿ diz a coreógrafa.
O grupo mineiro fará uma temporada de duas semanas com o espetáculo no Teatro Carlos Gomes.
O Globo, 12/10/2002, coluna Pessoas, de Cesar Tartaglia e Tania Neves.
::: posted by Eduardo Pereira at 01:46
...bem que o Canal Futura poderia ser um canal aberto para todo país...
canal Futura
GARIBALDO
O BID negocia parceria com o canal Futura, que precisa de US$ 2 milhões para trazer de volta o programa "Vila Sésamo". Na semana passada, um representante do banco fez passagem relâmpago pelo Rio de Janeiro e recebeu membros do canal para conhecer o projeto.
A nova versão do programa terá um boneco brasileiro. Será uma menina esportista e moradora de uma comunidade carente.
Folha de São Paulo, quarta-feira, 09 de outubro de 2002, caderno Ilustrada, coluna de Mônica Bergamo.
::: posted by Eduardo Pereira at 00:20
Sexta-feira, Outubro 11, 2002 :::
Giverny causa suspiros de bem-estar (continuação)
"A cada 15 dias o jardim evolui, as cores e o tamanho das flores mudam", explica um guarda que se identificou como "apenas Didier". A melhor época para visitar os jardins, segundo ele, é no final de maio ou no início de junho.
Da passarela central do Clos Normand, por onde os visitantes não circulam, vê-se ao fundo, encoberta por flores e árvores, a porta principal da delicada casa de Monet. Pintada de rosa, com janelas e portas verdes, ela tem a fachada ornada com tulipas rosas. A estreita casa parece maior do lado de fora. Dentro há a coleção particular Ukiyo-e, de 231 gravuras japonesas espalhadas pelas paredes dos corredores e quartos.
Destaques para a sala de jantar amarela e a cozinha azul. Na sala de estar estão expostas cópias de obras do impressionista, cuja maioria dos originais está no museu d'Orsay e no Marmottan.
Enquanto o Clos Normand produz sensação de admiração e "joie de vivre", os bambus, os agapantos, as ninféias, os chorões e a ponte do jardim Japonês, de 60.000 m2, despertam uma contemplação um pouco lamuriosa. Com o vento, o vaivém das folhas dos chorões e o verde opaco dos bambus e dos agapantos, refletidos no lago, refinam as sensações dos admiradores de Monet.
O próprio artista define o jardim: "Levei tempo para entender minhas ninféias. Eu as plantei por prazer... Uma paisagem não penetra num ser em um dia... E então, de repente, o mundo mágico no meu lago se revelou para mim. Peguei meu pincel. Desde então, raramente tive outro modelo".
Fundação Monet - Ingressos: 5 (adultos); 4 (estudantes); 3 (crianças de 7 a 12 anos); funciona de terça a domingo, das 9h30 às 18h. Site: www.fondation-monet.com.
Margarete Magalhães viajou a convite da Air France
Folha de São Paulo, segunda-feira, 20 de maio de 2002, caderno Turismo, de Margarete Magalhães
::: posted by Eduardo Pereira at 20:59
Margarete Magalhães/Folha Imagem
O jardim Japonês, localizado na propriedade em que o pintor impressionista Claude Monet viveu 43 dos seus 76 anos de vida; local virou o principal modelo do artista
FRANÇA DE ARTES
Jardins dos quadros de Monet provocam reações menos comedidas do que nos museus
Giverny causa suspiros de bem-estar
O jardim Japonês, localizado na propriedade em que o pintor impressionista Claude Monet viveu 43 dos seus 76 anos de vida; local virou o principal modelo do artista
MARGARETE MAGALHÃES
Paris abriga a maior coleção de obras de Claude Monet (1840-1926) e a maior coleção de arte impressionista do mundo, guardadas respectivamente nos museus Marmottan e d'Orsay. Mas é além das salas dos museus, a 40 minutos de Paris, que se pode interagir e se emocionar com o cenário que inspirou boa parte das telas de um dos mais admirados pintores desse movimento.
Sempre fechada no inverno, a Fundação Claude Monet, em Giverny, na Normandia, abre seus portões para visitantes adentrarem o mundo especialmente caro aos impressionistas até o dia 1º de novembro. Foi na casa de Giverny e nos dois jardins de sua propriedade -o Clos Normand e o jardim Japonês- que o pintor passou 43 dos seus 76 anos de vida.
Hoje, a pequena Giverny, cuja população é de 500 habitantes, recebe cerca de 500 mil turistas por ano. E, diferentemente do que se passa nos museus, onde a contemplação diante dos quadros é comedida, nos dois jardins -muito distintos entre si- e na casa afloram suspiros, sorrisos de fascinação e de bem-estar.
No jardim Clos Normand, o visitante se embriaga com tulipas, gerânios, narcisos, bocas-de-leão, crisântemos e outras tantas flores, pés de macieiras e cerejeiras.
Organizadas geometricamente em fileiras, as flores são distribuídas pelos canteiros, algumas em cores monocromáticas. O turista ziguezagueia por entre os jardins, enquanto exala a fragrância das flores e dos cheiros que se misturam. Até o final deste mês, o jardim deve ganhar mais volume, com o desabrochar de mais flores.
(continua)
Folha de São Paulo, segunda-feira, 20 de maio de 2002, caderno Turismo, de Margarete Magalhães
::: posted by Eduardo Pereira at 20:54
Quinta-feira, Outubro 10, 2002 :::
Personagem volta em livros e filme estrelado por Roberto Benigni, que fala à Folha
Aos 120 anos, Pinóquio nasce mais uma vez
Boneco ganha versão politizada e é levado ao século 20 em mostra do cartunista italiano Sergio Staino em SP
Aos 120 anos, recém-completados, o boneco de madeira criado por Gepeto está mais popular do que nunca. Disputado por grandes estúdios e editoras, Pinóquio esteve (em "A.I. - Inteligência Artificial", de Spielberg) e estará (em "Pinocchio", de Roberto Benigni) nas telonas; acaba de ganhar reedições em livro ("As Aventuras de Pinóquio", em versões da Iluminuras e da Cia. das Letras); e é centro das atenções na mostra "120 Anos de Pinóquio", que abre hoje no Sesc Pompéia.
Dividida em duas partes, a exposição é uma parceria com o Istituto Italiano di Cultura São Paulo e a Fondazione Nazionale Carlo Collodi, dona de uma extensa coleção de livros, ilustrações, pinturas e filmes que retratam o boneco das mais diferentes formas.
A seção "Pinóquio pelo Mundo" mostra as diversas adaptações que o personagem sofreu neste mais de um século de existência em várias culturas. "Pinóquio está vivendo uma nova vida. O filme de Benigni tem provocado muita polêmica na Itália, em torno das interpretações que suscita", afirma Guido Clemente, 60, professor do Istituto Italiano di Cultura. "A mais popular ainda é a de Walt Disney."
Além da famosa animação de 1940, serão exibidos no evento mais três filmes: o longa "Le Avventure di Pinocchio", com Gina Lollobrigida; a animação "The Adventures of Pinocchio"; e o musical de 1976 "Pinocchio".
Mas a grande novidade do evento é mesmo a mostra "Pinocchio Novecento", do cartunista italiano Sergio Staino. Num resgate da interpretação original da história de Collodi, Staino volta a politizar o personagem. O artista transporta o ingênuo afilhado de Gepeto para o conturbado século 20, onde se depara com personalidades "do mal", que fariam a Raposa Manca e o Gato Vigarista corarem de vergonha.
Em cartaz até 26 de outubro, "120 Anos de Pinóquio" é ainda -alguém duvida?- uma ótima opção para as crianças. Além de peças de teatro, o evento terá monitores para atender a garotada.
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120 ANOS DE PINÓQUIO - mostra de livros, ilustrações, pinturas, filmes, peças e workshops sobre o personagem Pinóquio. Onde: Sesc Pompéia - área de convivência (r. Clélia, 93, Pompéia, SP, tel. 0/xx/11/3871-7700). Quando: de ter. a sáb., das 9h às 20h30; dom., das 9h às 19h30. Até 26/10. Quanto: entrada franca. Patrocinadores: Sadia e Consolato Generale d'Italia San Paolo.
Folha de S.Paulo, 10/10/2002, caderno Ilustrada, DIEGO ASSIS
::: posted by Eduardo Pereira at 19:16
Quarta-feira, Outubro 09, 2002 :::
120 ANOS DE PINÓQUIO (cont.)
Pinóquio
Muito pobre, veste calça de papel florido e chapéu de miolo de pão. Foge de casa para ser vagabundo, mas resolve sair à procura do pai. Depois de muitas cabeçadas, vira menino no final.
Pavio
Amigo do Pinóquio, é o menino mais levado da escola. Convenceu Pinóquio a visitar o País dos Brinquedos, onde as crianças só dormem, comem e brincam. Depois, virou burro.
Fada
Ela toma várias formas para salvar a vida da marionete. É a mãe que Pinóquio não teve. Com muita paciência, ela espera o boneco criar juízo para se tornar um menino de verdade.
A raposa e o gato
A raposa é manca, e o gato, cego. São os primeiros malandros que Pinóquio conhece. Golpe deles: transformar cinco moedas de ouro, que Pinóquio ganhou no teatro, em 2.000.
Gepeto
Era um velhinho muito pobre. Não tinha nem o que comer. Para ganhar dinheiro, pensou em fazer uma marionete. Aí fez Pinóquio, que fugiu de casa e se perdeu pelo mundo.
Grilo-Falante
Morre na primeira cena, mas volta para dar conselhos ao Pinóquio. É um ser mágico, amigo da Fada, por isso até sua sombra aparece para dar umas chamadas no pestinha.
Folha de São Paulo, sábado, 5 de outubro de 2002, caderno Folhinha, Belinda Santos, Free-Lance para a Folhinha.
::: posted by Eduardo Pereira at 23:16
120 ANOS DE PINÓQUIO (cont.)
Aventura original
Pinóquio é tão travesso que preferiu fugir para o País dos Brinquedos a virar menino, que era o que ele mais queria.
Pinóquio nasceu de um pedaço de madeira viva, mas muito mal-educada. Antes de Gepeto terminar seu primeiro pé, Pinóquio deu um pontapé no nariz do velhinho. Quando o outro pé ficou pronto, ele saiu correndo e fugiu. Ao voltar, encontrou o Grilo-Falante. Na primeira conversa, esmagou o inseto na parede.
O boneco não queria saber de estudar nem de trabalhar. "Entre todas as profissões do mundo, só tem uma de que eu realmente gosto. A de comer, beber, dormir, me divertir e vagabundear."
No primeiro dia de aula, antes de entrar na escola, Pinóquio trocou a cartilha por um ingresso do teatro de marionetes. Mas levar vida de vagabundo não é fácil. Pode ser perigoso e muito triste. Em suas andanças, Pinóquio foi enganado, sofreu riscos de vida e foi preso. Quando contava mentiras, o nariz crescia.
Apesar da falta de juízo, Pinóquio tinha bom coração. Ele queria voltar para casa e se tornar um menino.
Por isso, mesmo depois de morto, o Grilo-Falante voltou para vigiá-lo, e a Fada apareceu para salvá-lo dos grandes perigos. Quando o boneco aprendeu a lição que todo menino deve aprender, virou gente.
Folha de São Paulo, sábado, 5 de outubro de 2002, caderno Folhinha, Belinda Santos, Free-Lance para a Folhinha.
::: posted by Eduardo Pereira at 23:05
120 ANOS DE PINÓQUIO (cont.)
História nasceu no jornal e virou livro
O autor de "Aventuras do Pinóquio" é o italiano Carlo Collodi, que nasceu em Florença, no sul da Itália (1821-1890). Ele se chamava Carlo Lorenzini, mas, depois de moço, mudou o sobrenome para o nome da cidade onde sua mãe nasceu: Collodi.
Ele estudou para se tornar padre, mas virou jornalista e escritor. Aos 50 anos, começou a escrever para crianças.
Em 1881, publicou o primeiro capítulo da "Storia di un Burattino" ("História de uma Marionete"), em "Giornale per i Bambini" ("Jornal para Crianças", um dos primeiros da época). Os capítulos eram ilustrados, mas não se conhece o desenhista.
A história acabou depois de dois anos. Então Collodi juntou os 36 capítulos e lançou sua fábula com novo nome. Em 1883 saiu a primeira edição de "Le Avventure di Pinocchio" ("As Aventuras de Pinóquio"), com ilustrações de Enrico Mazzanti.
Leia no site da Fundação Collodi o livro em italiano (www.pinocchio.it/Pages/ Pinocchio.doc). Sua biblioteca tem 4.200 textos, escritos em 83 idiomas e publicados em 65 países.
Folha de São Paulo, sábado, 5 de outubro de 2002, caderno Folhinha, Belinda Santos, Free-Lance para a Folhinha.
::: posted by Eduardo Pereira at 23:03
120 ANOS DE PINÓQUIO (cont.)
Benigni vira Pinóquio
O Sesc Pompéia vai exibir dois vídeos do boneco. O desenho "Pinóquio", de Walt Disney, lançado em 1940, é a adaptação mais conhecida no mundo. Todos se lembram do Pinóquio de calças curtas e olhar inocente, aconselhado pelo Grilo-Falante "cri-cri".
A história do livro é diferente. Não tem o gato e o peixinho, e o Pinóquio anda só. Os amigos que ele arranja o levam a fazer só travessuras.
No filme "Le Avventure di Pinocchio", de 1972, os atores são Andrea Balestri (Pinocchio), Nino Manfredi (Geppetto) e a famosa Gina Lollobrigida (Fada). De terça a domingo, a partir das 14h.
No dia 11, estréia na Itália "Pinocchio", de Roberto Benigni ("A Vida é Bela"). Ele é o escritor, diretor e ator principal. O filme é baseado no original de Collodi e foi filmado nos estúdios de Benigni em Umbría (Itália). Parte do cenário -brinquedos gigantes- vai virar parque de diversões.
O Pinóquio de Benigni é alegre. Para Benigni, "as versões anteriores estavam sempre dominadas por elementos que despertam medo". O filme já bateu recordes de custos (43 milhões de dólares) e exibição (860 salas). Deve chegar ao Brasil em dezembro.
Folha de São Paulo, sábado, 5 de outubro de 2002, caderno Folhinha, Belinda Santos, Free-Lance para a Folhinha.
::: posted by Eduardo Pereira at 23:02
120 ANOS DE PINÓQUIO (cont.)
Edições antigas e livros novos
No Cantinho da Leitura, há edições antigas e revistinhas de Portugal, da Itália e do Brasil. Na exposição da Casa de Livros, vão estar à venda duas traduções de "As Aventuras de Pinóquio", de Carlo Collodi, lançadas em 2002. Uma é da editora Iluminuras, com tradução e ilustrações de Gabriela Rinaldi (R$ 30,00). A outra é da Companhia das Letrinhas, com tradução de Marina Colasanti e ilustrações de Odilon Moraes (R$ 22,50). Na Área de Convivência, de terça a domingo, a partir das 10h.
O livro da Letrinhas integra a Leitura Cênica, atividade com dramatização e exibição no computador de desenhos animados feitos por crianças. Na sala Internet Livre, aos sábados, às 17h.
Você ainda aprende a pintar no computador, colorindo as ilustrações do primeiro livro de Pinóquio, na sala Internet Livre, quinta, no dia 17, às 17h.
Folha de São Paulo, sábado, 5 de outubro de 2002, caderno Folhinha, Belinda Santos, Free-Lance para a Folhinha.
::: posted by Eduardo Pereira at 23:01
120 ANOS DE PINÓQUIO (cont.)
No País dos Brinquedos
O reino do Pinóquio fica no parque Il Paese dei Balocchi (O País dos Brinquedos) em Collodi, na região da Toscana, no sul da Itália. Foi criado há 40 anos. Entre as árvores, há esculturas de bronze com cenas da história.
Teatro de bonecos de madeira
Em "Pinóquio Etc. & Tal...", quatro marceneiros constroem Pinóquio com madeira de sua oficina e contam aventuras. De terça a sexta, às 10h, às 11h, às 14h30 e às 15h30; sábados e domingos, às 11h, às 15h e às 17h.
Oficina de marionetes
Para construir cenários, marionetes e figurinos do boneco, há as oficinas Construção de Fantoches, Ilustração, Colagravura e Modelagem em Argila. De terça a sexta, às 9h30, às 11h, às 14h e às 15h30; sábados e domingos, das 10h às 17h30. Agendamento das 13h às 18h (tel. 0/xx/11/3871-7755).
Folha de São Paulo, sábado, 5 de outubro de 2002, caderno Folhinha, Belinda Santos, Free-Lance para a Folhinha.
::: posted by Eduardo Pereira at 23:00
120 ANOS DE PINÓQUIO
Durante 15 dias Pinóquio vai tomar conta do Sesc Pompéia, em São Paulo. A marionete mais famosa do mundo vai ser reconstruída no teatro e em oficinas de máscaras e colagens. Será exibida em filmes e no teatro, entre 10 e 26 de outubro. Há 120 anos a história de Pinóquio foi publicada na Itália por Collodi.
O destaque do evento são duas exposições inéditas no Brasil. "Pinóquio pelo Mundo", da Fundação Collodi, foi montada nos anos 80 e sai pela primeira vez da Itália. Ela apresenta 33 painéis com ilustrações de livros publicados em vários países, como Índia, Turquia, Irã, Grécia e Japão, além de imagens de parques e monumentos dedicados ao Pinóquio.
A exposição "Pinocchio 900" foi lançada em 2001. Traz 25 pinturas a óleo, feitas pelo arquiteto e desenhista italiano Sergio Staino. O ilustrador usa caricaturas de homens famosos, como o cientista Albert Einstein, para retratar os personagens de Collodi. Para decorar as salas das exposições, as crianças do Projeto Curumim, desenvolvido no Sesc Pompéia, construíram 14 bonecos de madeira (com até 1,5 metro de altura), que vão ficar expostos no evento.
O Sesc Pompéia fica na rua Clélia, 93, Pompéia, zona oeste, tel. 0/xx/11/3871-7700. As atividades são gratuitas. De terça a sábado, das 9h às 20h30; domingos, das 9h às 19h30. Escolas são agendadas pelo tel. 0/xx/ 11/ 3871-7755.
Folha de São Paulo, sábado, 5 de outubro de 2002, caderno Folhinha, Belinda Santos, Free-Lance para a Folhinha.
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Segunda-feira, Outubro 07, 2002 :::
TEATRO
Espetáculo reúne 62 jovens para retratar a entrada na adolescência
Dançar para não dançar
Aos 12 anos, Beatriz Nunes Zine já percebeu que não é mais criança. Seus seios cresceram "de uma hora para a outra". As brincadeiras ficaram menos divertidas, e o convívio com a família, conflituoso -graças às idéias próprias que passou a declarar dentro de casa.
A ambiguidade da transição da infância para a adolescência pela qual passam Beatriz e qualquer criança do mundo é o tema do espetáculo "Dança das Marés", que estréia na quarta (9/10), no Sesc Ipiranga (r. Bom Pastor, 822, tel. 0/xx/11/ 3340-2000), em São Paulo.
A peça é baseada na experiência de vida de 62 jovens, de 12 a 20 anos, nascidos e criados no complexo de favelas da Maré, que divide a fama de mais violento do Rio com o complexo do Alemão. Com isso, o espetáculo não só desvenda o ritual de transformação da inocência em conflito e responsabilidade mas também rompe com o estigma do jovem dito favelado ao levá-lo para o palco.
Em "Dança das Marés", os jovens representam suas próprias histórias -reunidas no roteiro de Drauzio Varella, colunista da Folha e autor de "Estação Carandiru".
"A adolescência é uma encrenca muito grande. Ou você aprende a fazer um ritual de passagem para essa fase, ou você será um eterno problemático por ter tido uma adolescência mal vivida", observa o coreógrafo Ivaldo Bertazzo, que acompanha o aprendizado desses jovens há dois anos com o apoio do Ceasm (Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré) e do Sesc. Os jovens ensaiam cerca de cinco horas por dia, de terça a domingo, e, pela aplicação, recebem uma bolsa de R$ 200 mensais como ajuda de custo.
Empurrãozinho
Carlos Eduardo Sabino, 16, entrou para o grupo aos 13 "por causa da grana". "Hoje, podem até tirar o salário que eu não estou nem aí. Só o prazer de dançar e de representar é ótimo", admite. O garoto que só gostava de funk e de pagode hoje já é fera até em dança indiana.
Flávia Borges Neves, 20, está no grupo há dois anos e trocou o sonho de ser atriz, comum nos dias de criança, por apresentações em palcos de verdade. Para ela, a experiência de discutir a passagem para a adolescência foi muito divertida. "Voltei no tempo. As questões eram muito parecidas com as que tive nessa fase", diz.
Já Beatriz acompanha os debates à medida que vivencia suas próprias mudanças e confessa que as aulas têm feito com que ela encare tudo com mais naturalidade. "Está sendo legal ser adolescente. Mas às vezes dá uma saudade da infância...".
Folha de S. Paulo, 7/10/2002, caderno Teen, Fernanda Mena.
::: posted by Eduardo Pereira at 10:59
Sexta-feira, Setembro 27, 2002 :::
"Grease" (1978)
::: posted by Eduardo Pereira at 10:45
Olivia Newton-John e John Travolta cantam música do filme "Grease" (1978), em festa dos estúdios Paramount, em Hollywood. Desde 1982, os dois não cantavam juntos músicas do filme
Reuters
::: posted by Eduardo Pereira at 10:41
Sinfonia de sinos
A reabertura da Catedral da Sé, em São Paulo, no domingo, vai ter uma exibição do carrilhador de sinos Gerard de Waardt, considerado o melhor do mundo.
Ele vem direto da Holanda e vai tocar músicas clássicas no maior carrilhão da América Latina, com 61 sinos.
O Globo, 27/9/2002, Ancelmo Góis.
::: posted by Eduardo Pereira at 10:37
Terça-feira, Setembro 24, 2002 :::
Sete décadas
Prestes a comemorar 70 anos, dia 8, Eduardo Portella vem sendo alvo de uma série de homenagens.
Quinta-feira, ele virou professor emérito da UFRJ.
Para festejar, o escritor está concluindo O começo da história, seu 28º livro, uma coletânea de ensaios.
Em dezembro o imortal deixa a presidência da Biblioteca Nacional, considerando a digitalização do acervo o maior feito de sua gestão.
Jornal do Brasil, 23/9/2002, Ricardo Boechat.
::: posted by Eduardo Pereira at 12:27
Viva Isaac
O maestro Isaac Karabtchevsky vai assumir em 2004 a direção de duas orquestras e uma Casa de Ópera na região do Vale do Loire, na França.
Concorria com um jovem músico francês, mas as orquestras exigiram o brasileiro de 67 anos.
O Globo, 24/9/2002, Ancelmo Góis.
::: posted by Eduardo Pereira at 12:26
Segunda-feira, Setembro 23, 2002 :::
Dança através dos tempos
Ciclo de Videodança Itaú Cultural traz para a capital alagoana registros dos arquivos da BBC
O Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, em parceria com The British Council, traz a Maceió o Ciclo de Videodança Itaú Cultural Mostra British Council/Forward Motion, uma programação itinerante de videodança, criada a partir de materiais atuais e de arquivo fornecidos pelas emissoras britânicas BBC, Channel 4 Television e LWT e colecionadores particulares.
O programa — que será apresentado nos dias 24 e 25, no auditório da Faculdade de Alagoas, contém 14 vídeos, divididos em duas séries. A série intitulada “Prime Movers” faz uma mostra dos principais coreógrafos contemporâneos em atividade no Reino Unido, dentre eles Michael Clark, Javier de Frutos e Shobana Jevasingh.
Já “Framing Ideas” reúne trabalhos inovadores realizados por coreógrafos e diretores de televisão, como a série “Dance for the Camera”, com filmes premiados do Conselho de Arte da Inglaterra e a BBC. As sessões serão gratuitas e terão a duração média de duas horas, ao longo de dois dias. Na abertura do ciclo, dia 24, haverá uma palestra sobre registro e reprodução de dança da gerente do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, Sonia Sobral.
Nessa ocasião, haverá também o lançamento regional do livro Cartografia da Dança, que revela os talentos e as tendências no setor a partir dos resultados do mapeamento realizado pelo Rumos Itaú Cultural Dança 2000.
Trata-se de um diagnóstico da situação da dança contemporânea nacional, primeira iniciativa do gênero no País. Organizado por Fabiana Dultra Britto e Sonia Sobral, o livro faz uma observação empírica da situação da dança contemporânea no Brasil no período de 1999/2000, a partir do trabalho de campo realizado por 11 pesquisadores que atuaram em 21 localidades brasileiras, e sete curadores, que selecionaram 45 espetáculos, entre 398 inscritos.
A exibição da mostra britânica é a segunda edição do Ciclo de Videodança Itaú Cultural, inaugurado em 1999 com a Mostra Cinemateca da Dança de Paris. A proposta desse projeto é abrir um canal de acesso permanente à história da dança e às manifestações contemporâneas a partir de acervos prestigiados internacionalmente.
Dirigidas não só para os profissionais da dança, as sessões programadas pelo Itaú Cultural têm o propósito de trazer e difundir informações sobre contemporaneidade, estimular a associação da linguagem audiovisual com a criação coreográfica, além de discutir a dança na televisão, especialidade que conta com raros profissionais no Brasil. Essa mostra foi apresentada em oito cidades no ano passado e até o final deste ano deve percorrer mais 11 praças.
Tribuna de Alagoas, Domingo, 22 de Setembro de 2002 - Maceió / AL – Brasil
::: posted by Eduardo Pereira at 00:49
Dança através dos tempos (continuação)
Alguns vídeos
Leia a seguir as sinopses de alguns dos vídeos que serão exibidos no evento: Série Prime Movers — Mostra os trabalhos de sete dos principais coreógrafos britânicos da atualidade: dos controvertidos Javier de Frutos, Lloyd Newson e Michael Clark, que adoram chocar e desconcertar, a Matthew Bourne, cujas populares produções têm grande aceitação do público.
Stop Quartet — Um registro fiel do Stop Quartet de Jonathan Burrow, de 1996, mesclando elementos rítmicos com a clara estrutura da dança. A coreografia de Burrows é detalhada, perfeccionista e austera. Em Stop Quartet é possível ver seu talento e criatividade na construção da dança.
Enter Achilles — O premiado filme mostra o espetáculo de Lloyd Newson para o palco, de 1995, como seu ponto de partida. O título simboliza o implacável herói com seu famoso ponto fraco. No cenário de uma noite num pub, Newson apresentou o que foi descrito como “uma viagem de montanha russa realizada por um grupo de bêbados”.
South Bank Show Javier de Frutos — O documentário apresenta longos trechos de Grass e de The Hypochondriac Bird, uma coreografia para a música Madame Butterfly, de Puccini, uma composição de música havaiana e o Lago dos Cisnes de Tchaikovsky. De Frutos, um artista controvertido por tomar o homossexualismo como tema e por sua tendência a desnudar seu corpo e suas emoções discute a forma como sua raiva e intensidade influenciam seu trabalho.
Tribuna de Alagoas, Domingo, 22 de Setembro de 2002 - Maceió / AL - Brasil
::: posted by Eduardo Pereira at 00:47